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Adenomiose

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Texto alternativo para a imagem Figura 1. Créditos: Dra. Elazir Mota - Rio de Janeiro/RJ

Descrição da figura 1: Ultrassonografia pélvica (transvaginal), de paciente com quadro de dismenorreia, evidenciando espessamento assimétrico da zona juncional (seta vermelha - indicando lado mais espessado) e com vascularização translesional (ou seja, vasos atravessam a área de espessamento, sem desvios).

Texto alternativo para a imagem Figura 2. Créditos: Dra. Elazir Mota - Rio de Janeiro/RJ

Descrição da figura 2: Ressonância magnética da pelve, imagem ponderada em T2, sagital, evidenciando zona juncional espessada, com sua espessura acima de 12 mm (medindo 22 mm) e pequenos cistos subendometriais de permeio, compatível com adenomiose.

Adenomiose: É uma doença benigna uterina comum caracterizada pelo crescimento de ilhotas de glândulas endometriais e estroma no interior do miométrio, associada à hipertrofia e hiperplasia miometrial e, por vezes, ao aumento volumétrico do útero. [cms-watermark]

Quadro clínico: Seu diagnóstico clínico é difícil, já que seus sintomas se confundem com de outras patologias pélvicas. Os principais sintomas são sangramento uterino anormal e dismenorreia.

    Exames de imagem:
  • Ultrassonografia pélvica (sendo preferível, quando possível, a realização por via transvaginal): Espessamento assimétrico da zona juncional, áreas císticas focais, ilhas ecogênicas subendometriais, sombra de chuvisco e ao color Doppler, vascularização translesional (f igura 1);
  • Ressonância magnética da pelve feminina : Os principais achados são uma zona juncional com sua espessura superior a 12 mm (pode ou não estar associado a aumento do volume uterino), de permeio a zona juncional espessada observam-se focos hiperintensos, nas imagens pesadas em T2, estriações lineares. Observação: devemos lembrar, ainda, que existe a adenomiose focal (ou adenomiose de Cullen).
    Diagnósticos diferenciais:
  • Contração miometrial (pode ser facilmente diferenciada, com análise cuidadosa, todos os planos obtidos nas imagens ponderadas em T2, com a observação de sua natureza transitória);
  • Leiomiomas;
  • Leiomiomas com degeneração hemorrágica;
  • Hipertrofia muscular;
  • Carcinoma de endométrio.

Autoria principal: Elazir Mota (Radiologia, especialista em Radiologia Pediátrica).

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