Figuras 1, 2, 3 e 4. Créditos:
Dra. Elazir Mota - Rio de Janeiro/RJ.
Descrição das figuras 1, 2, 3 e 4: Tomografia computadorizada do abdome. Estudo pós-contraste (fase portal), cortes axiais e coronais evidenciando a presença de gás (setas vermelhas) no interior do colédoco e via biliar intra-hepática esquerda. Após colher nova história com a paciente, havia relato de procedimento recente (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica [CPRE]).
Aerobilia: Também chamada de pneumobilia. Trata-se da presença de gás no interior da árvore biliar. As principais etiologias são abordagem recente das vias biliares (CPRE, colangiografia intra-operatória), incompetência do esfíncter de Oddi (congênita, uso de atropina, esfincterotomia e pancreatite crônica), fístula bilioentérica, processos infecciosos (colangite, colecistite enfisematosa, abscesso hepático e ruptura de cisto hidático).
Quadro clínico:
N
a maioria das vezes, o paciente pode ser assintomático ou apresentar dor abdominal inespecífica, muitas vezes difusa.
Diagnósticos diferenciais : Principal diagnóstico diferencial é com aeroportograma (acúmulo de gás na veia porta e seus ramos). A aerobilia costuma ter uma localização mais central, enquanto o aeroportograma tem distribuição mais comumente periférica.
Autoria principal: Elazir Mota (Radiologia, especialista em Radiologia Pediátrica).
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