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Dissecção de Aorta

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Descrição das imagens: Extensa dissecção da aorta descendente com dilatação da luz falsa (setas vermelhas) e redução das dimensões da luz verdadeira (asteriscos). É importante detalhar o suprimento dos ramos aórticos, ou seja, se estão sendo supridas pela falsa ou verdadeira luz. Neste paciente, observamos que a artéria renal esquerda (seta branca) está sendo suprida pela falsa luz (seta vermelha).

Dissecção aguda da aorta: É a forma mais comum de síndrome aórtica aguda e um tipo de dissecção arterial. Trata-se de um evento em que há uma súbita ruptura da camada média da aorta, permitindo que o sangue penetre entre as camadas médias da artéria, dissecando uma da outra, criando um espaço denominado de falsa luz.

    Existem duas classificações com base na localização da laceração primária e na extensão da dissecção, as quais determinam prognóstico e tratamento distinto.
  • Classificação DeBakey: Tipo I (acomete aorta ascendente e descendente), tipo II (acomete aorta ascendente) e tipo III (aorta descendente);
  • Classificação de Stanford: Tipo A (acomete aorta ascendente) e tipo B (acomete apenas a aorta descendente).

Quadro clínico: N o tipo A de Stanford (tipos I e II de De Bakey) manifesta-se por dor torácica de início súbito retroesternal, de grande intensidade, associada a náuseas e sudorese. Porém, a dor pode ser idêntica a do IAM, embora neste caso a intensidade é progressiva. Já o tipo B, manifesta-se como uma dor na região dorsal torácica ou toracolombar. Caso esta dissecção estenda-se para o nível das artérias renais, pode levar à hipertensão severa renovascular.

    Exames de imagem: A angiotomografia da aorta é o exame de escolha. O valor da angiorressonância é limitado na dissecção aguda da aorta pelo longo tempo de exame. Achados de imagem na angiotomografia da aorta:
  • Figura 1: Localizar a dissecção: as dissecções que envolvem aorta ascendente são tratadas cirurgicamente a fim de evitar complicações fatais, como: extensão para artérias coronárias, valva aórtica, pleura ou pericárdio. Já o acometimento somente da aorta descendente, em geral, possui manejo conservador;
  • Figura 2: Definir luz falsa e verdadeira: a luz com frequência tem área transversal maior devido ao fluxo lento. Sendo assim, a luz verdadeira está comprimida em cerca de 80% dos casos. Outro dado: a luz falsa é mais propensa à trombose;
  • Figura 3: Definir origem dos ramos aórticos;
  • Figura 4: Pesquisa de complicações: como isquemia, formação de aneurisma, ruptura aórtica e outros.

Diagnósticos diferenciais: Síndrome isquêmica miocárdica; endocardite infecciosa com insuficiência aórtica aguda; aneurismas da aorta não dissecantes; pericardites; tromboembolismo pulmonar ; pneumotórax hipertensivo; ruptura do esôfago; tumor de mediastino; infarto agudo do miocárdio.

Autoria principal: Elazir Mota (Radiologia, especialista em Radiologia Pediátrica).

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