Figura 1. Créditos:
Dra. Elazir Mota - Rio de Janeiro/RJ
Figura 2. Créditos:
Dra. Elazir Mota - Rio de Janeiro/RJ
Descrição das figuras 1 e 2: Tomografia de crânio revela um hematoma epidural biconvexo clássico à direita (seta vermelha). Há também um hematoma subgaleal laminar à esquerda (seta amarela). Abaixo (figura 3), foi realizada a reconstrução tridimensional do mesmo paciente, em busca de fraturas.
Figura 3. Créditos:
Dra. Elazir Mota - Rio de Janeiro/RJ
Descrição da figura 3:
Tomografia computadorizada de crânio com reconstrução tridimensional (3D). Dois traços de fratura (asteriscos). As demais linhas alargadas representam as suturas cranianas ainda abertas (comum nos recém-nascidos): sutura sagital (seta preta) e suturas lambdoides (setas vermelhas).
Hematoma epidural:
Caracteriza-se pela presença de sangue entre o crânio e a dura-máter. 90-95% dos casos têm origem arterial, apresentam fraturas de crânio associadas e são unilaterais.
Em geral, a causa mais comum do hematoma epidural é o trauma, no qual há laceração dos vasos pela fratura. O hematoma epidural de origem arterial é mais frequentemente encontrado próximo ao sulco fraturado da artéria meníngea média. Causas não traumáticas são mais raras e destacam-se: coagulopatia, trombólise, malformação vascular e outras.
Quadro clínico: Questões clínicas importantes estão relacionadas ao “intervalo lúcido” clássico (cerca de 50% dos pacientes) e ocorrem devido à rápida expansão do hematoma. Essa deterioração clínica pode estar associada a vômitos, cefaleia, sonolência, crises convulsivas e hemiparesia.
Diagnóstico diferencial: O principal será hematoma subdural (o hematoma subdural caracteriza-se por imagem em crescente e pode cruzar as suturas). Outros diagnósticos diferenciais são as neoplasias (principalmente, meningioma) e processos infecciosos.
Autoria principal: Elazir Mota (Radiologia, especialista em Radiologia Pediátrica).
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