Conteúdo copiado com sucesso!

Meningioma

Voltar
Texto alternativo para a imagem Figura 1. Créditos: Dra. Elazir Mota - Rio de Janeiro/RJ

Descrição da figura 1: Ressonância magnética T1, evidenciando lesão expansiva suprasselar, com sinal isointenso na sequência T1.

Texto alternativo para a imagem Figura 2. Créditos: Dra. Elazir Mota - Rio de Janeiro/RJ

Descrição da figura 2: Lesão do mesmo paciente na sequência T2 também apresentando marcado hipossinal/isossinal quando comparado ao córtex adjacente. Observe o edema circunjacente (imagem com marcado hiperssinal no T2).

Texto alternativo para a imagem Figura 3. Créditos: Dra. Elazir Mota - Rio de Janeiro/RJ

Descrição da figura 3: Coronal, T1 pós-contraste. Lesão apresenta marcado realce homogêneo pós-contraste (seta vermelha).

Meningioma: Trata-se do tumor não glial mais comum no sistema nervoso central, com uma prevalência de 53 em 100.000 pessoas. A Organização Mundial de Saúde classifica o meningioma em três subtipos: benigno (grau I), atípico (grau II) e maligno ou anaplásico (grau III). O subtipo mais comum é o grau I, acometendo cerca de 80% dos pacientes. É importante ter em mente que as taxas de recorrência variam de acordo com cada subtipo, sendo de 7-25% no grau I, 29-52% no grau II e 50-94% no grau III.

A maioria surge esporadicamente, no entanto, alguns casos são familiares ou surgem pós-radioterapia. Outra associação que deve ser lembrada são os meningiomas múltiplos e neurofibromatose tipo 2.

    Exames de imagem:
  • Tomografia computadorizada do crânio: N a tomografia, o meningioma irá se apresentar como lesão hiperdensa quando comparada com o córtex adjacente. Cerca de 25% das lesões apresentam calcificações e isso traduz, na maioria dos casos, que se trata de lesão com crescimento lento e baixo grau. Em cerca de 20% dos casos, pode-se observar hiperostose do osso adjacente;
  • Ressonância magnética do crânio: É o exame de escolha para avaliação dos meningiomas do SNC pela adequada diferenciação tissular e melhor caracterização de lesões intra e extra-axial. Os meningiomas costumam ser hipointensos em relação ao córtex em todas as sequências. Em cerca de 50% dos casos, há edema perilesional, com deslocamento dos vasos. Boa parte dos meningiomas apresenta realce homogêneo no estudo pós-contraste e o sinal da cauda dural (deve-se ao espessamento e realce da dura). As calcificações, quando presentes, são observadas como queda de sinal nas sequências gradiente eco e SWI. Na espectroscopia, normalmente, não há pico de NAA (figuras 1, 2 e 3).

Diagnósticos diferenciais: Metástases durais sendo as mais comuns: Ca de mama (34%), próstata (17%) e pulmão (16%); hemangiopericitomas.

Autor(a) principal: Elazir Mota (Radiologia, especialista em Radiologia Pediátrica).

Filippi CG, Edgar MA, Uluğ AM, et al. Appearance of meningiomas on diffusion-weighted images: correlating diffusion constants with histopathologic findings. AJNR Am J Neuroradiol 2001;22(1):65-72.

Zimny A, Sasiadek M. Contribution of perfusion-weighted magnetic resonance imaging in the differentiation of meningiomas and other extra-axial tumors: case reports and literature review. J Neurooncol. 2010; 103(3):777-783.

Da Silva AN, Schiff D. Dural and skull base metastases. Cancer Treat Res. 2007; 136:117-141.

O'Leary S, Adams WM, Parrish RW, et al. Atypical imaging appearances of intracranial meningiomas. Clin Radiol. 2007; 62(1):10-17.

Lyndon D, Lansley JA, Evanson J, et al. Dural masses: meningiomas and their mimics. Insights Imaging. 2019; 10,11.