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Sialolitíase

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Texto alternativo para a imagem Créditos: Dra. Elazir Mota - Rio de Janeiro/RJ

Descrição da lesão: Tomografia computadorizada da face; imagem no plano coronal. Presença de cálculo na extremidade distal do ducto de Warthon direito (seta vermelha).

Sialolitíase: Presença de cálculos nas glândulas salivares. A maioria dos pacientes refere algum sintoma doloroso ou aumento volumétrico da glândula comprometida.

Cerca de 75% dos cálculos são solitários e somente em 25% dos pacientes são múltiplos. A glândula submandibular é a mais frequentemente comprometida . 80-90% dos cálculos ocorrem na glândula submandibular, 10-20% na parótida e 1-7% na glândula sublingual. O ducto submandibular está mais sujeito à formação de litíase, pois a secreção salivar submandibular é mais espessa, mais mucinosa e mais alcalina.

Quadro clínico: Paciente apresenta edema recorrente e dor. Infeções secundárias podem ocorrer na glândula acometida.

    Exames de imagem: O s exames de imagem são indispensáveis para a localização e o isolamento de um ou mais sialolitos. Além disso, o método de imagem pode identificar uma sialoadenite secundária. A maioria dos métodos de imagem sensíveis à demonstração de cálculos são suficientes e, muitas vezes, complementares, como a radiografia, a sialografia, a tomografia computadorizada, a ultrassonografia e, mais recentemente, a sialorressonância.
  • Ultrassonografia das glândulas salivares: A ultrassonografia também pode ser um bom exame para uma avaliação inicial, evitando exposição à radiação ionizante (principalmente na população pediátrica);
  • Tomografia computadorizada da face : Apresenta maior acurácia para a detecção dos cálculos intraductais e intraglandulares. Idealmente, deve ser realizada após a administração do contraste venoso (irá auxiliar na caracterização da sialadenite e coleções, caso presentes);
  • Sialorressonância: O cálculo aparece com baixo sinal na sequência T2 circundado pela saliva que possui alto sinal em T2.
Diagnósticos diferenciais: Hemangioma (flebolitos), calcificações vasculares.

Autoria principal: Elazir Mota (Radiologia, especialista em Radiologia Pediátrica).

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