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Tuberculose (Infantil)

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Texto alternativo para a imagem Figura 1. Créditos: Dra Elazir Mota - Rio de Janeiro/RJ
Texto alternativo para a imagem Figura 2. Créditos: Dra Elazir Mota - Rio de Janeiro/RJ
Texto alternativo para a imagem Figura 3. Créditos: Dra Elazir Mota - Rio de Janeiro/RJ

Descrição da lesão: Radiografia de tórax PA (figura 1): observa-se alargamento do mediastino na região hilar direita (seta vermelha) com consequente afilamento do brônquio-fonte deste lado (cabeças das setas vermelhas).

Estudo foi complementado com tomografia computadorizada do tórax, após a administração do contraste venoso: cortes coronal (figura 2) e sagital (figura 3), evidenciando linfonodomegalias mediastinais com realce periférico pelo meio de contraste e conteúdo interno hipodenso, não captante do meio de contraste (setas brancas), devendo representar áreas de necrose. Este aspecto tomográfico das linfonodomegalias, com área central de necrose, é muito sugestivo de doença granulomatosa, especialmente tuberculose.

Tuberculose (infantil): P ermanece sendo uma importante causa de morbimortalidade em todo mundo. As crianças fazem parte de um dos importantes grupos de risco, especialmente as menores de 5 anos.

Nos recém-nascidos e crianças, a principal forma de infecção é a tuberculose primária.

A infecção primária se inicia com a deposição de "gotículas" do bacilo nos alvéolos pulmonares, seguida de inflamação, evoluindo para uma consolidação alveolar que é o foco primário. Posteriormente, por drenagem linfática deste foco primário, a infecção atinge os linfonodos centrais (complexo de Ranke).

Na maioria dos casos, a linfadenomegalia e o foco de consolidação resolvem sozinhos.

Em alguns casos, principalmente nas crianças mais jovens, esses linfonodos podem aumentar de tamanho, evoluindo com necrose caseosa, causando estreitamento do brônquio adjacente, estenose e até mesmo áreas de enfisema. Posteriormente, esses linfonodos podem fistulizar para a árvore traqueobrônquica levando ao quadro de tuberculose com disseminação broncogênica.

Quadro clínico: Q uadro clínico arrastado de tosse, febre, escarro purulento ou hemoptoico, rinorreia e taquipneia.

    Exames de imagem:
  • Radiografia de tórax AP ou PA + perfil: N esse grupo, o principal achado radiológico será a linfonodomegalia hilar/ mediastinal. Alterações pulmonares mais grosseiras, como as consolidações, também podem ser observadas sem dificuldade na radiografia de tórax;
  • Tomografia computadorizada do tórax: A tomografia é excelente para detecção de pequenos nódulos centrolobulares (por disseminação broncogênica) ou para avaliação de suspeita de doença avançada, com a tuberculose na sua forma miliar. Excelente método ainda para avaliar a presença de linfonodomegalias, com uma sensibilidade de 100% (idealmente, deve ser realizada com contraste venoso para adequada avaliação das linfonodomegalias mediastinais e suas complicações).

Diagnósticos diferenciais : Histoplasmose (também faz um padrão miliar), metástases de tumor de tireoide (padrão miliar), doenças fúngicas, virais, abscesso pulmonar, pneumonia fúngica, aspergilose e outras.

Autoria principal: Elazir Mota (Radiologia, especialista em Radiologia Pediátrica).

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