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A hipercalcemia caracteriza-se por níveis de cálcio sérico corrigido superiores a 10,5 mg/dL (normal entre 8,6 e 10 mg/dL) ou de cálcio iônico acima de 5,6 mg/dL (normal entre 4,5 e 5,6 mg/dL). As causas dessa condição médica são diversas, incluindo distúrbios da vitamina D (como a suplementação excessiva), uso de medicamentos e no contexto da terapia intensiva.
No entanto, aproximadamente 90% das pessoas com hipercalcemia têm como causa o hiperparatireoidismo primário (HPTP) ou malignidade.
É preciso avaliar, ainda, se paciente passou por procedimento estético. A injeção do polimetilmetacrilato (PMMA) em grandes quantidades pode levar, em raros casos, à formação de granulomas com hipercalcemia grave e potencialmente fatal.
Quadro clínico:
A hipercalcemia pode se apresentar de variadas formas clínicas, a depender dos níveis séricos de cálcio, velocidade de instalação e condições clínicas pré-existentes. Níveis séricos entre 12 a 14 mg/dL costumam ser bem tolerados cronicamente.
Em pacientes com hiperparatireoidismo, as manifestações costumam ser mais sutis. Por outro lado, em casos relacionados com tumores que cursam com hipercalcemia acentuada, os sintomas podem ser abruptos e muito graves. Nesses casos, considera-se uma emergência médica com risco de vida.
Para cálculo de correção do cálcio pela albumina, acesse a calculadora específica:
Revisão:
Maria Angélica G. Alonso (Nefrologia e Clínica Médica).
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