' Rastreio de Enterobactérias Resistentes a Carbapenêmicos (ERC) - Prescrição
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Rastreio de Enterobactérias Resistentes a Carbapenêmicos (ERC)

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    Indicações:
  • Transferência direta de outra unidade de saúde; [cms-watermark]
  • Procedência da residência com história de internação nos últimos 3 meses, com permanência superior a 7 dias ou com internação em unidade de terapia intensiva (UTI); [cms-watermark]
  • Somar, pelo menos, três pontos destes critérios:
    • Restrito ao leito: sem capacidade de auto-higienização e autoalimentação (1 ponto);
    • Presença de dispositivos invasivos (drenos, CVC, TOT, traqueostomia) na internação prévia (1 ponto);
    • Presença de ferida cirúrgica abdominal não fechada, ou ostomias do trato gastrointestinal (1 ponto);
    • Úlceras por pressão em estágio III ou IV (1 ponto);
    • Uso de antimicrobianos (1 ponto);
    • Cateter vesical, nefrostomia, urostomia ou cistostomia (3 pontos).
    Técnicas:
  • Swabs retais consecutivos, com intervalos de 24 horas;
  • Amostra de urina;
  • Amostra coletada de ferida abdominal e/ou dreno abdominal e/ou ostomia;
  • Cultura, identificação, e determinação da CIM (concentração inibitória mínima) e/ou pesquisa de genes relacionados à resistência a carbapenemas e polimixinas.

Durante a investigação, manter precaução de contato em qualquer setor de internação.

Se confirmada a colonização, transferir para quarto privativo com precaução de contato.

Investigação de casos secundários (rastreamento de contactantes): pacientes da mesma UTI ou da enfermaria.

Se ocorrer transmissão cruzada em um setor (casos secundários), a pesquisa semanal dos contactantes será mantida, no mínimo, por 3 meses. Esta deve ser interrompida em caso de alta do setor, óbito do paciente ou se houver controle da disseminação.

    Medidas específicas para o controle de surtos por ERC:
  1. Realizar cultura de rotina nos pacientes com infecção: monitorar os sinais de infecção do paciente, testar e identificar a resistência aos carbapenêmicos laboratorialmente através da determinação da CIM (concentração inibitória mínima).
  2. Realizar cultura de vigilância ativa para investigar colonização com critérios pré-definidos por grupo de pacientes.
  3. Manter os pacientes colonizados/infectados em quarto privativo ou coorte; se não for possível manter todos os pacientes em quarto privativo, priorizar aqueles com maior risco de transmissão (uso de dispositivos invasivos, antibióticos etc.).
  4. Manter equipe exclusiva para atendimento dos pacientes colonizados/infectados.
  5. Desocupar unidades envolvidas no surto para limpeza terminal.
  6. Restringir o uso de carbapenêmicos.

Autoria principal: Gustavo Guimarães Moreira Balbi (Clínica Médica e Reumatologia).

    Revisão:
  • Filipe Amado (Medicina Intensiva e Medicina de Emergência);
  • Mariana Sobreiro (Geriatria e Clínica Médica);
  • Rafael Silva Duarte (Medicina e Microbiologia).

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