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Amniocentese

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Definição: Procedimento diagnóstico por meio de aspiração com agulha transabdominal do líquido amniótico da cavidade uterina que possibilita a avaliação da saúde fetal.

A técnica pode ser realizada em qualquer idade gestacional após 11 semanas para estudo genético, todavia é idealmente realizada entre 15 e 17 semanas e 6 dias, pois antes desse período apresenta maior taxa de perda fetal e complicações. Procedimentos mais tardios (segundo e terceiro trimestres) são considerados seguros e por vezes realizados com indicação terapêutica. [cms-watermark]

Variados testes genéticos podem ser realizados pela análise do material obtido, todavia o mais executado é a investigação de aneuploidia dos cromossomos 13,18, 21, X e Y. [cms-watermark]

  • Rastreio de aneuploidias;
  • Avaliação do grau de anemia hemolítica;
  • Hemoglobinopatias;
  • Defeitos do tubo neural;
  • Amniocentese de alívio em casos de polidrâmnio sintomática ou síndrome de transfusão feto-fetal.
  • Aparelho de ultrassonografia obstétrica;
  • Seringa de 20 mL;
  • Agulha de raquianestesia com calibre 20 a 22 e comprimento de 8,9 cm.
  1. Posição: Paciente deitada em posição supina.
  2. Seleção do local a ser puncionado: Realizar ultrassonografia obstétrica para determinação da posição fetal e placentária, e selecionar o local no qual será realizada a introdução da agulha; a abordagem transplacentária deve ser evitada sempre que possível.
  3. Assepsia e antissepsia do abdome materno.
  4. Anestesia locorregional pode ser realizada.
  5. Introdução da agulha de raquianestesia (calibre 20 a 22 e comprimento de 8,9 cm) no local escolhido, guiado por ultrassonografia. (Ver figura 1 abaixo).
  6. Aspiração do líquido ao atingir cavidade amniótica: Deve-se aspirar 1 mL para cada semana de idade gestacional (ex.: 15 semanas, aspiram-se 15 mL).
  7. Remoção da agulha e manejo da amostra: Ao retirar a agulha, o bisel pode conter células maternas adquiridas ao longo do trajeto; desse modo, orienta-se descartar a gota inicial do material para que não haja contaminação materna.
  8. Avaliar a frequência cardíaca fetal.
  9. Curativo local.
Texto alternativo para a imagem Figura 1. Adaptada de: Cunningham F, et al., 2011
  • Mulheres Rh(D) negativo não imunizadas devem receber imunoglobulina Rh(D) após o procedimento;
  • Antes da realização do procedimento, a paciente deverá assinar o termo de consentimento livre esclarecido.
  • Cólicas após o procedimento;
  • Lesão fetal direta ou indireta;
  • Transmissão vertical de infecções virais (ex.: hepatite, HIV, citomegalovírus, entre outras);
  • Perda fetal.

Autoria principal: Camilla Luna (Ginecologista e Obstetra pela UERJ e FEBRASGO, especialista em Reprodução Humana pela AMB).

    Equipe adjunta:
  • João Marcelo Coluna (Ginecologia e Obstetrícia, com mestrado em Fisiopatologia).

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