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Anestesia Local Infiltrativa

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[cms-watermark] Técnica utilizada para anestesiar pequenas lesões na Atenção Primária. [cms-watermark]

Consiste simplesmente em injetar o anestésico abaixo do local recomendado. [cms-watermark]

O anestésico deve ser administrado na derme e/ou na subderme de acordo com a profundidade da lesão. [cms-watermark]

Em algumas situações, utilizam-se Epinefrina (1:2.000.000) e solução anestésica para diminuir o sangramento local e facilitar o procedimento.

  1. Explique o procedimento ao paciente e obtenha sua autorização para prosseguir.
  2. O procedimento deve ser realizado de forma asséptica. Faça a lavagem correta das mãos e coloque os equipamentos de proteção individual.
  3. Realize assepsia e antissepsia do local a ser anestesiado e posicione campos estéreis descartáveis.
  4. Aspire o anestésico com a agulha (18 ou 20G).Troque-a pela hipodérmica (25 ou 27G).
  5. Estique a pele com a mão não dominante para reduzir o incômodo da picada.
  6. Insira a agulha em um ângulo de 15 a 30°, evitando movimentos de lateralização. Realize sempre a aspiração para evitar injeção intravascular inadvertida, principalmente em regiões muito vascularizadas.
  7. Caso seja uma laceração, introduza a agulha pela entrada da laceração, o que causa menos desconforto para o paciente.
  8. Faça uma pequena pausa após a inserção da agulha e antes da administração do anestésico, diminuindo o desconforto e a possível ansiedade do paciente.
  9. Inicie a administração do anestésico na subderme e, posteriormente, durante a retirada da agulha, proceda à administração intradérmica.
  10. A injeção intradérmica produz uma nodulação na pele, o que pode facilitar a retirada de algumas lesões.
  11. Quando a ponta da agulha está colocada corretamente, há uma certa resistência à injeção do anestésico na pele.

Materiais

  • Seringas (5 ou 10 mL);
  • Agulha 18 ou 20G, 2,5 cm para aspiração do anestésico do frasco;
  • Agulha 25 ou 27G, 3,8 cm para aplicar o anestésico;
  • Solução anestésica. Geralmente Lidocaína a 1% (sem ou com Epinefrina);
  • Solução tópica de Iodopovidona ou Clorexidina;
  • Campos estéreis;
  • Gaze;
  • Luva estéril;
  • Capote estéril, máscara e óculos para proteção.

Cuidados

Apesar de a dose tóxica de Lidocaína variar entre 7 e 10 mg/kg, a quantidade permitida para esse anestésico, segundo as normas brasileiras, sem a presença de um anestesiologista e em ambientes ambulatoriais, limita-se a 1 mg por quilo de peso, não excedendo a 70 mg de Lidocaína.

A Lidocaína apresenta-se nas concentrações de 0,5, 1 e 2%. Para a concentração de 1%, tem-se, portanto, 10 mg/mL, o que possibilitaria a utilização de 7 mL dessa substância em um adulto com mais de 70 kg.

Orientar o paciente para que avise caso surjam erupções ou bolhas locais após o procedimento, o que pode indicar uma reação adversa ou infecção.

  • Anestesia local ou regional para pequenos procedimentos.
  • Alergia ao anestésico;
  • Recusa do paciente;
  • Uso de Epinefrina para procedimentos em extremidades, principalmente em pacientes com doença vascular periférica.
  • Sangramento;
  • Hematoma;
  • Infecção;
  • Palpitações ou sensação de calor (devido à Epinefrina);
  • Reação alérgica (rara).

Autoria principal: Renato Bergallo (Medicina de Família).

    Revisão: Dayanna Quintanilha (Clínica Médica).
    Revisão:
  • Dayanna Quintanilha (Clínica Médica);
  • Gabriela Queiroz (Anestesiologia).

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