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Técnica utilizada para anestesiar pequenas lesões na Atenção Primária.
Consiste simplesmente em injetar o anestésico abaixo do local recomendado.
O anestésico deve ser administrado na derme e/ou na subderme de acordo com a profundidade da lesão.
Em algumas situações, utilizam-se Epinefrina (1:2.000.000) e solução anestésica para diminuir o sangramento local e facilitar o procedimento.
Apesar de a dose tóxica de Lidocaína variar entre 7 e 10 mg/kg, a quantidade permitida para esse anestésico, segundo as normas brasileiras, sem a presença de um anestesiologista e em ambientes ambulatoriais, limita-se a 1 mg por quilo de peso, não excedendo a 70 mg de Lidocaína.
A Lidocaína apresenta-se nas concentrações de 0,5, 1 e 2%. Para a concentração de 1%, tem-se, portanto, 10 mg/mL, o que possibilitaria a utilização de 7 mL dessa substância em um adulto com mais de 70 kg.
Orientar o paciente para que avise caso surjam erupções ou bolhas locais após o procedimento, o que pode indicar uma reação adversa ou infecção.
Autoria principal: Renato Bergallo (Medicina de Família).
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