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Bloqueio Digital

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Definição: Bloqueio anestésico realizado nos dedos, muito utilizado na APS para o procedimento de cantoplastia, através da anestesia dos 4 nervos digitais.

O objetivo do bloqueio digital é anestesiar o dedo por meio da anestesia dos 4 nervos digitais que o cruzam lateralmente, obtendo-se uma anestesia mais prolongada e com menores quantidades de anestésico.

Para polegares e hálux, é importante realizar reforço anestésico distalmente, pois eles têm inervação superficial adicional.

Veja mais em Cantoplastia.

  • Cantoplastia (cirurgia de unhas encravadas);
  • Remoção de unhas;
  • Biópsia e outros procedimentos do leito ungueal;
  • Reparo de lacerações nos dedos;
  • Drenagem de abscessos;
  • Manipulação de fraturas dos dedos;
  • Remoção de lesões, cistos ou tumores dos dedos.
  • Evita-se usar volume de anestésico maior que 7 mL;
  • O uso de Lidocaína com Epinefrina é contraindicado em bloqueios digitais;
  • Deve ser dada especial atenção às considerações acima para pacientes com doença vascular periférica, doença de Raynaud, vasculite digital ou circulação comprometida (por diabetes, por exemplo).
  • Seringas (5 mL, idealmente, ou 10 mL);
  • Agulha 18 ou 20G, 2,5 cm para aspiração do anestésico do frasco;
  • Agulha 25 ou 27G, 3,8 cm para aplicar o anestésico;
  • Solução anestésica. Geralmente Lidocaína 1% (sem Epinefrina);
  • Solução de Iodopovidina tópica ou Clorexidina;
  • Campos estéreis;
  • Gaze;
  • Luva estéril;
  • Capote estéril, máscara e óculos para proteção.

1. Explique o procedimento ao paciente e obtenha autorização.

2. O procedimento deve ser realizado de maneira asséptica. Faça lavagem correta das mãos, e coloque os equipamentos de proteção individual. [cms-watermark]

3. Prepare a área afetada com um agente tópico disponível e cubra-a com o campo estéril. [cms-watermark]

4. Aspire o anestésico usando a agulha (18 ou 20G). Troque a agulha pela hipodérmica (25 ou 27G). [cms-watermark]

5. Estique a pele com a mão não dominante para reduzir o incômodo da picada. [cms-watermark]

6. Inserir a agulha, com a mão dominante, logo abaixo da derme (a anestesia na derme não produz bloqueio satisfatório). Inserir na junção das superfícies lateral e dorsal do dedo. [cms-watermark]

7. Inserir a agulha ao longo da superfície lateral do dedo, enquanto injeta-se o anestésico.

8. Sem retirar a agulha, redirecionar a ponta da agulha ao longo do dorso do dedo e voltar a administrar o anestésico enquanto puxa a agulha para trás.

9. Fazer o mesmo no lado oposto do dedo.

10. Aguardar pelo menos 5 minutos antes de testar a eficácia da ação anestésica. Muitas vezes, o efeito anestésico é atingido aguardando um pouco, sem necessidade de infundir uma quantidade maior de anestésico.

Texto alternativo para a imagem Locais em que devem ser aplicadas as anestesias
  • Comprometimento vascular: principalmente devido a uso de volumes de anestésico acima de 7 mL. Recomenda-se o uso de seringas de 5 mL ou menos para evitar a "tentação" de administrar volumes maiores;
  • Alergia à lidocaína: orientar o paciente a retornar caso apresente sinais de reação alérgica, como vermelhidão, coceira ou dispneia.

Autor(a) principal: Renato Bergallo (Medicina de Família e Comunidade). [cms-watermark]

Revisor(a): Mariana Sobreiro (Clínica Médica e Geriatria).

    Equipe adjunta:
  • Renato Gil (Medicina de Família e Comunidade);
  • Flávia Garcez (Geriatria e Clínica Médica).

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Mayeaux EJ. Guia ilustrado de procedimentos médicos. Porto Alegre: Editora Artmed, 2012. [cms-watermark]

Duncan BB, Schmidt MI, Giuliani ERJ. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. 3a ed. Porto Alegre: Editora Artmed, 2013.

Gusso G, Lopes JMC. Tratado de Medicina de Família e Comunidade. 2a ed. Porto Alegre: Editora Artmed, 2019.