' Cateter de PAM Guiado por USG_ Artéria Radial - Prescrição
Conteúdo copiado com sucesso!

Cateter de PAM Guiado por USG_ Artéria Radial

Voltar

Definição: Cateter de pressão arterial invasiva guiado por ultrassonografia (USG): artéria radial.

A colocação de um monitor de pressão arterial invasiva é necessária em diversos cenários na emergência e na unidade de terapia intensiva (UTI). Especialmente em pacientes instáveis, em uso de drogas vasoativas, essa monitorização em tempo real ajuda na estabilização do paciente.

    A escolha do sítio de punção arterial depende de fatores como:
  • Anatomia do paciente (ex.: eutrófico ou obeso, tamanho dos vasos, presença de contratura);
  • Grau de ateromatose arterial;
  • Dose de drogas vasoativas (sítio radial perde acurácia no choque refratário).

No entanto, o procedimento requer alguns cuidados para evitar lesões arteriais que podem causar oclusão arterial, isquemia distal e síndrome compartimental.

  • Monitorização de pressão arterial em pacientes instáveis;
  • Necessidade de múltiplas coletas de gasometria arterial;
  • Avaliação da pressão de perfusão cerebral, em conjunto com monitor de PIC, em pacientes neurocríticos;
  • Monitorização de parâmetros de hemodinâmica minimamente invasiva.
    Absolutas (buscar outro sítio):
  • Teste de Allen alterado;
  • Infecção no sítio de acesso;
  • Doença arterial obstrutiva periférica importante;
  • Fenômeno de Raynaud ativo.
    Relativas (tomar cuidado):
  • Infusão de trombolíticos < 24 horas;
  • INR > 3 ou TPPa > 100 segundos;
  • Plaquetas < 30 mil;
  • História de fenômeno de Raynaud.
  • Luvas estéreis, touca e máscara;
  • Clorexidina degermante e Clorexidina alcoólica;
  • Cuba normal e cuba-rim;
  • Gazes estéreis;
  • Pinça;
  • Campo estéril;
  • Capa estéril para probe de USG;
  • Lidocaína 2% (sem vasopressor);
  • Uma seringa de 10 mL e uma seringa de 20 mL;
  • Uma agulha preta (0,7 x 30 mm) e uma agulha de ponta romba SF 0,9%;
  • Kit de cateter de pressão arterial invasiva (cateter, fio-guia, agulha);
  • Equipo de transdução de pressão arterial;
  • Cabo de transdutor de pressão, bolsa pressórica e SF 0,9% 500 mL;
  • Porta-agulha e fio de sutura;
  • Filme transparente estéril para curativo.

1. Explicação do procedimento e obtenção de consentimento.

2. Avaliação de contraindicações e escolha do melhor sítio conforme contexto clínico.

3. Avaliação do sítio escolhido com USG (grau de ateromatose e tamanho).

Texto alternativo para a imagem

4. Posicionamento da cama com altura adequada.

5. Posicionamento do paciente com mão em posição neutra (dificulta a punção mas evita dobras no cateter e dampening a posteriori ).

6. Fixação de membro na posição com esparadrapo.

7. Colocação de touca, óculos, e máscara cirúrgica.

8. Escovação cirúrgica com Clorexidina degermante.

9. Paramentação completa com avental estéril e luvas estéreis.

10. Limpeza do sítio com gaze embebida com Clorexidina degermante com auxílio de pinça.

11. Limpeza do sítio com gaze embebida com Clorexidina alcoólica com auxílio de pinça.

12. Colocação de campo estéril.

13. Colocação de capa estéril no probe de USG.

14. Salinização do cateter.

15. Visualização do vaso com o USG.

16. Aplicação de anestesia com Lidocaína 2% (sem vasopressor).

17. Punção com agulha guiada por USG.

Texto alternativo para a imagem

18. Punção mais proximal que o usual, evitando o rádio distal, para permitir que o paciente utilize a mão sem causar dobras no cateter e dampening .

19. Agulha o menos angulado possível com a pele (evitar dobras no cateter).

20. Passagem do fio-guia sem nunca forçar a passagem.

21. Confirmação da posição do fio-guia com USG na artéria e afastar falso trajeto.

Texto alternativo para a imagem

22. Retirada da agulha.

23. Passagem do cateter "puxando ele em direção ao óstio".

24. Fixação dos pontos antes de retirar fio-guia (facilita procedimento).

25. Retirada do fio-guia e conexão do equipo.

26. Flush do sistema com salina para evitar pequenos coágulos.

27. Limpeza do sítio de punção com Clorexidina alcoólica.

28. Colocação de gaze no óstio e realização de curativo com filme transparente.

29. Nivelamento de transdutor com eixo flebostático e zeragem do sistema.

30. Descarte do dampening com análise da curva e "teste da curva quadrada".

31. Registro do procedimento no prontuário.

  • Risco de obstrução arterial: Realize teste de Allen (pode ser feito com oxímetro);
  • Posicione a mão neutra, punção mais proximal com agulha pouco angulada com a pele (dificulta punção mas evita dampening após obtenção);
  • Considere fixar o cateter antes de retirar o fio guia se necessário;
  • Vigie sinais e sintomas de isquemia após o procedimento.
  • Vasoespasmo;
  • Hematoma;
  • Trombose arterial aguda;
  • Síndrome compartimental;
  • Lesão de nervo periférico.

Procedimento em Vídeo

Autoria principal: Vinicius Zofoli (Terapia Intensiva).

Revisão: Filipe Amado (Medicina Intensiva e Medicina de Emergência).

Tegtmeyer K, Brady G, Lai S, et al. Videos in Clinical Medicine. Placement of an arterial line. N Engl J Med. 2006; 354(15):e13.

Brzezinski M, Luisetti T, London MJ. Radial artery cannulation: a comprehensive review of recent anatomic and physiologic investigations. Anesth Analg. 2009; 109(6):1763-81.

Narsinh KH, Mirza MH, Duvvuri M, et al. Radial artery access anatomy: considerations for neuroendovascular procedures. J Neurointerv Surg. 2021; 13(12):1139-44.

Sgueglia GA, Di Giorgio A, Gaspardone A, et al. Anatomic Basis and Physiological Rationale of Distal Radial Artery Access for Percutaneous Coronary and Endovascular Procedures. JACC Cardiovasc Interv. 2018; 11(20):2113-9.