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Cateterismo Vesical Feminino

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Definição: Introdução de cateter através da uretra, com o objetivo de evacuação da urina contida na bexiga com diferentes propósitos.

O comprimento médio da uretra no sexo feminino é de 3,5 a 4 cm.

Em mulheres idosas, em decorrência de atrofia, muitas vezes, o meato uretral pode retrair para a região vaginal. [cms-watermark]

Em mulheres idosas, eventualmente, pode ser necessário auxílio para o procedimento com um assistente também com luva estéril. [cms-watermark]

  • Monitorização do débito urinário em pacientes críticas;
  • Procedimentos cirúrgicos de longa duração (> 4 horas);
  • Retenção urinária aguda;
  • Retenção urinária crônica (ex.: bexiga neurogênica);
  • Irrigação vesical (ex.: hematúria);
  • Uso de medicamentos intravesicais (ex.: mitomicina C, BCG);
  • Coleta de urina (cateterismo de alívio somente).
  • Contraindicação absoluta: Lesão uretral suspeita ou diagnosticada, como paciente com traumatismo pélvico ou fratura pélvica, assim como evidência de hematúria, edema ou hematoma perineal;
  • Contraindicações relativas: Estenose de uretra; cirurgia vesical recente; cirurgia uretral recente; paciente não colaborativa.
  • Par de luvas estéreis;
  • Clorexidina solução degermante ou Lodopovidona;
  • Clorexidina solução aquosa;
  • Dois pacotes de gaze;
  • Campo estéril;
  • Cuba rim;
  • Pinça para assepsia;
  • Duas seringas de 20 mL;
  • Seringa de 10 mL;
  • Lidocaína gel 10%;
  • Sistema coletor vesical fechado;
  • Ampola de água destilada (mínimo de 10 mL).

Tipos de Cateter de Foley

Látex: Normalmente utilizado.

Silicone: Mais rígido, normalmente indicado para cateterismo com maior dificuldade ou possíveis estenoses uretrais.

Número de vias (um, dois ou três): Indicado maior número de vias conforme a necessidade de irrigação vesical. [cms-watermark]

  1. Orientar a paciente a respeito do procedimento, garantindo a privacidade da mesma (biombo).
  2. Higienizar suas mãos previamente.
  3. Posicionar a paciente em posição de litotomia.
  4. Realizar assepsia e antissepsia locais, incluindo a região inguinal, suprapúbica e toda a vulva, descartando posteriormente a pinça utilizada.
  5. Promover colocação de campo estéril.
  6. Realizar teste balonete do cateter.
  7. Afastar os pequenos lábios com uma das mãos (indicador e polegar), identificando-se o clitóris (acima), meato uretral (meio) e o introito vaginal (abaixo).
  8. Lubrificar o cateter com Lidocaína gel estéril.
  9. Introduzir o cateter pela uretra até o final, até que haja a saída de urina (pode ser observada também com aspiração com seringa de 10 mL previamente acoplada ao lúmen distal do cateter).
  10. Após a saída, introduzir mais 3-5 cm.
  11. Inflar o balonete com água destilada.
  12. Tracionar delicadamente o cateter até sentir resistência (ancoragem no trígono vesical).
  13. Conectar de forma estéril o cateter ao sistema coletor.
  14. Realizar curativo em "H" na coxa da paciente.
  15. Registrar o procedimento em prontuário, incluindo eventuais dificuldades e complicações.
Texto alternativo para a imagem Cateterismo vesical feminino
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Questionar se a paciente tem alergia a látex antes de utilizar o cateter.

Evitar inflar o balonete do cateter com SF 0,9%, pelo risco de cristalização no seu interior, dificultando sua retirada posterior. [cms-watermark]

Pacientes com hematúria, com necessidade eventual de irrigação, se beneficiam de cateteres mais calibrosos (18 a 24 French) e irrigação vesical por via acessória. [cms-watermark]

Evitar trações inadvertidas do sistema com o cateter já inflado, pelo risco de trauma local e desposicionamento do mesmo. [cms-watermark]

  • Hematúria;
  • Infecção urinária ascendente (3-10% risco/dia);
  • Estenose uretral;
  • Trauma uretral ou vesical com possível falso trajeto;
  • Perfuração do hímen.

Procedimento em Vídeo

Autoria principal: Filipe Amado (Medicina Intensiva e Medicina de Emergência).

Revisão: Gustavo Guimarães Moreira Balbi (Clínica Médica e Reumatologia).

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Ribeiro F. Sondagens. In: Scalabrini Neto A, Dias RD, Velasco IT. Procedimentos em emergência. 1a ed. São Paulo: Manole, 2012.

Ortega R, Ng L, Sekhar P, et al. Videos in clinical medicine. Female urethral catheterization. N Engl J Med. 2008; 358(14):e15. [cms-watermark]