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Definição: Procedimento cirúrgico no qual se introduz um dreno tubular no espaço pleural com o objetivo de evacuar seu conteúdo, garantindo a reexpansão pulmonar e a restauração da mecânica ventilatória.
Figura 1.
Área do triângulo de segurança.
Ilustração:
Rafael Guedes
Figura 2.
Incisão.
Ilustração:
Rafael Guedes
Figura 3.
Triângulo de segurança.
Ilustração:
Rafael Guedes
Figura 4.
Inserção do dreno.
Ilustração:
Rafael Guedes
Curativo:
Idealmente realizado no orifício do dreno, porém deve incluir fixação do dreno à parede torácica com curativo tipo meso, evitando trações do ponto de fixação do dreno na parede torácica e acotovelamento do dreno (figura a seguir).
Figura 5.
Curativo.
Ilustração:
Rafael Guedes
Radiografia de tórax (PA, AP, perfil):
Conferir o adequado posicionamento do dreno, ausência de orifício no espaço subcutâneo, reexpansão pulmonar além de complicações.
Transporte:
Atentar para não ocluir o dreno, trações, principalmente em pacientes com quadro de pneumotórax. Evitar deixar o frasco acima do nível do paciente ou mesmo lateralizar o frasco com perda do selo d'água.
Controle analgésico:
Regular podendo ser necessário o uso de opioides.
Prevenção de edema de reexpansão:
Em pacientes com grandes derrames, é possível limitar a drenagem inicial a 1.5 L, caso o mesmo apresente algum tipo de desconforto (tosse, dor torácica, piora da dispneia). Reabrir o sistema após 1-2 horas permitindo a drenagem adicional.
Ordenha do dreno:
Em caso de obstrução por secreção espessa.
Troca do selo d'água:
Evitando aumento importante da resistência à drenagem, anotando-se o débito, aspecto da secreção, sempre antes de descartá-lo.
Retirada do dreno:
Após controlada a afecção que motivou a drenagem, o dreno deve ser retirado com o paciente realizando uma expiração forçada (manobra de Valsalva), se estiver com ventilação espontânea. Se estiver em ventilação mecânica, deve ser retirado durante a inspiração, com oclusão da ferida ou mesmo síntese com ponto.
Sempre atentar para as conexões e possíveis desconexões. Certifique-se de que o dreno está conectado ao tubo submerso e que os respiros estejam abertos ao ambiente.
Em pacientes idosos, deformidades torácicas e quadros pleurais crônicos, muitas vezes a exploração digital não é possível.
Caso haja expansão pulmonar, melhora sintomática, um dreno tubular não posicionado de forma adequada (desde que todos os orifícios dentro do espaço pleural), não necessariamente deva ser retirado ou trocado.
Orifícios de inserção do dreno muito abertos podem permitir vazamento peridreno, enfisema subcutâneo ou mesmo lentidão em resolução de pneumotórax.
Autoria principal:
Aluisio Reis (Cirurgia Torácica).
Revisão:
Matheus de França Furtado (Cirurgia Cardiovascular).
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