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Exérese de Cisto Sebáceo

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Definição: Técnica para remoção de cistos sebáceos na atenção primária.

O cisto sebáceo ocorre pelo entupimento do conduto de uma glândula sebácea, ocasionando acúmulo de secreção (sebo) no local. Couro cabeludo, pescoço e face são as áreas mais frequentemente acometidas.

É assintomático na maioria dos casos, apresentando crescimento lento e chegando a variados tamanhos. Caracteristicamente, apresenta-se como uma elevação local, pouco consistente, arredondada e ligada à pele por um ducto excretor que se abre em um orifício por onde se extrai, por meio de pressão, material amorfo, caseoso e fétido.

Podem ocorrer infecções nos cistos sebáceos, com sinais flogísticos. [cms-watermark]

  • Cistos sebáceos não infectados.
  • Cistos infectados têm indicação de drenagem de abscesso simples, uma vez que a tentativa de retirar a cápsula pode propiciar propagação de infecção.
  • Solução de Iodopovidina tópico ou Clorexidina;
  • Lidocaína a 1% sem vasoconstrictor para anestesia local;
  • Campos estéreis;
  • Material para o procedimento: pinça hemostática curva, pinça dente de rato, pinça anatômica, tesoura reta, tesoura curva, porta-agulha;
  • Lâmina de bisturi nº 11;
  • Soro fisiológico para irrigação;
  • Gaze;
  • Luva esterilizada;
  • Seringa de 5 mL;
  • Agulha 40 x 12 (rosa);
  • Agulha hipodérmica (de insulina);
  • Fio de sutura nylon 2.0, 3.0, 4.0;
  • Máscara e óculos para proteção.

1. Explique ao paciente como se dará o procedimento e obtenha sua autorização.

2. Realize a assepsia local. Equipe-se com luvas estéreis, máscara e óculos de proteção e prepare o local do procedimento com um agente antisséptico, cobrindo-o com um campo estéril.

3. Com a agulha 40 x 12, aspire o anestésico do frasco (dose de 7-10 mg/kg). Troque a agulha pela hipodérmica. Utilizando a técnica de bloqueio regional, faça a anestesia aproximadamente sobre o meio da lesão, com o cuidado de injetar no subcutâneo.

4. Continue o bloqueio de maneira linear, ao longo da linha onde será realizada a incisão, levando em consideração as linhas de força da pele.

5. Após a anestesia, faça uma incisão longa e profunda o suficiente, até a identificação da cápsula do cisto.

6. Resseque o cisto evitando romper a cápsula. Caso haja o rompimento da cápsula, retire todo o material interno e realize sua total remoção.

7. Faça a limpeza do local irrigando a cavidade com soro fisiológico.

8. Hemostasia.

9. Realize a sutura da pele com pontos simples ou intradérmicos. O fio deve ser escolhido de acordo com o local do corpo onde foi realizado o procedimento. Se existir espaço morto residual importante, considere utilizar dreno de Penrose.

10. Faça curativo com gaze.

  • É comum a recorrência de cistos sebáceos no mesmo local.

Autor(a) principal: Renato Bergallo (Medicina de Família e Comunidade).

Revisor(a): Dayanna Quintanilha (Especialista em Clínica Médica pela UFF).

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