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Definição: Extração cirúrgica do útero por via vaginal. Existe ainda a possibilidade da associação de histerectomia vaginal assistida por laparoscopia, em que a dissecção de algumas estruturas, como a ligadura vascular das artérias uterinas, pode ser feita sob visão direta.
A histerectomia vaginal está entre as vias mais seguras e de menor custo para extração uterina. Tem sido a via de melhor abordagem com menores complicações, pensando em cirurgia minimamente invasiva. Sempre que possível deve ser a via de escolha para a histerectomia.
1. Paciente em posição de litotomia dorsal com perneiras bem posicionadas em ângulos de 90º ou uso de estribos tipo bota (figuras 1 e 2) .
Figura 1.
Posição com perneiras em 90º
Figura 2.
Perneiras tipo bota
2. Realizar o exame ginecológico sob anestesia avaliando tamanho, forma e mobilidade uterina. Assim como acesso aos anexos e possíveis outras massas pélvicas.
3. Cateterização vesical com sonda de Foley em drenagem contínua.
4. Pinçamento cervical com pinça Pozzi com incisão da mucosa vaginal anterior. Aqui, a injeção de solução vasoconstritora diluída auxilia para evitar sangramento e na hidrodissecção (figura 3) .
Figura 3.
Incisão mucosa vaginal anterior
5. Dissecção e afastamento vesical superior com separação mucosa vaginal da cérvice uterina.
6. Visualização do peritônio e entrada sutil na cavidade peritoneal com aplicação de afastadores de Breisky para proteção vesical.
7. Palpação do fundo de saco posterior para evitar lesão inadvertida do intestino. Segue-se pinçamento e secção com tesoura de Mayo do fundo de saco posterior para entrada na cavidade peritoneal (figura 4) .
Figura 4.
Abertura do fundo de saco posterior
8. Identificação, pinçamento, secção e ligadura do complexo ligamentos uterossacro e cardinal bilateralmente (figura 5) .
Figura 5.
Ligadura do complexo uterossacro-cardinal
9. Identificação, pinçamento, secção e ligadura das artérias uterinas bilateralmente utilizando clamp de Heaney (figura 6) .
Figura 6.
Ligadura das artérias uterinas
10. Ligamento largo: C omo é formado basicamente de peritônio seu clampeamento, ligadura, secção e sutura são simples (figura 7) .
Figura 7.
Ligadura ligamento largo
11. Ligamento redondo e complexo ovariano (vasos e órgãos): E m úteros pequenos, é possível a ligadura com pega única. Em úteros maiores, ou estruturas maiores, a sugestão é ligadura individualizada segmentar (figura 8) .
Figura 8.
Ligadura do complexo anexo - ligamento redondo
12. O fundo uterino deve ser basculado em direção ao fundo de saco anteroposteriormente (ou vice-versa) com sua preensão, secção e ligadura (figura 9) .
Figura 9.
Descida do fundo uterino para extração final da peça
13. Revisão rigorosa de todas as pegas e hemostasia.
14. Para o fechamento vaginal em sutura horizontal, sugere-se como forma de prevenção de prolapso de cúpula a inclusão dos ligamentos cardinais nas laterais da sutura (figura 10) .
Figura 10.
Fechamento da mucosa vaginal
Autoria principal: João Marcelo Coluna (Ginecologia e Obstetrícia, com mestrado em Fisiopatologia).
Revisão:
Camilla Luna (Ginecologista e Obstetra pela UERJ e FEBRASGO, especialista em Reprodução Humana pela AMB).
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