' Histeroscopia Diagnóstica - Prescrição
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Histeroscopia Diagnóstica

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Definição: Procedimento que proporciona visualização direta da cavidade endometrial e dos óstios tubários.

  • Infertilidade;
  • Sangramento uterino anormal;
  • Pólipo endometrial;
  • Miomatose uterina submucosa e alguns intramurais;
  • Hiperplasia endometrial;
  • Adenomiose focal;
  • Sinéquia uterina;
  • Anomalias müllerianas (ex.: septo uterino);
  • Dispositivo intrauterinos retidos ou outros corpos estranhos;
  • Avaliação de defeito cicatricial de parto cesáreo ou istmocele;
  • Lesões endocervicais.
  • Gravidez intrauterina viável;
  • Piometra;
  • Infecção pélvica ativa (incluindo infecção por herpes genital);
  • Neoplasia cervical.
  • Histeróscopio;
  • Ótica 2,9 mm, 30 graus;
  • Camisa Bettocchi interna e externa;
  • Pinça tesoura;
  • Pinça de apreensão.

1. Anestesia e posicionamento: Paciente colocada em posição de litotomia dorsal, e esvaziamento vesical deve ser realizado. A anestesia, quando realizada, deve ser sedação endovenosa.

Texto alternativo para a imagem Figura 1. Posição de litotomia. Ilustração: Camila Simas


2. Montagem do histeroscópio: No interior da bainha externa, coloca-se o histeroscópio e o fixa; a fonte de luz deve ser direcionada para o chão ao ser acoplada ao endoscópio. Para a distensão do útero, usa-se CO 2 ou SF (este mais frequentemente usado), e a conexão do meio de distensão deve ser acoplada a um portal distando 180º da fonte de luz.

3. Introdução do histeroscópio: Sobre o lábio anterior do colo, deve-se posicionar uma pinça dente único e inicia-se o fluxo do meio de distensão (SF ou CO 2 ) para começar a introdução do histeroscópio através do canal cervical; a pressão exercida pelo meio promove a abertura do canal. A imagem deve evidenciar o canal do colo do útero no campo inferior do monitor, caso o cabo de luz esteja apontando para baixo, confirmando que o histeroscópio está bem localizado no canal.

4. Avaliação histeroscópica: À medida que o histeroscópio progride, é realizada a avaliação em busca de alterações. Ao chegar à cavidade uterina, deve ser mantido o histeróscopio na porção distal, com o objetivo de visão e avaliação panorâmicas, movendo-o sistematicamente até o fundo para a direita e para a esquerda, a fim de avaliar os óstios tubários.

5. Finalização do procedimento: Deve-se interromper o fluxo do meio e remover o histeroscópio e a pinça, sendo importante avaliar se todo o volume do líquido usado para distensão foi recuperado.

A recuperação frequentemente é rápida, podendo ser retomados exercício físico e dieta, conforme desejo da paciente.

  • Perfuração uterina;
  • Laceração cervical;
  • Embolia gasosa;
  • Hemorragia;
  • Infecção.

Autoria principal: Camilla Luna (Ginecologista e Obstetra pela UERJ e FEBRASGO, especialista em Reprodução Humana pela AMB).

    Equipe adjunta:
  • Ana Luiza Leal (Ginecologista, especialista em Mastologia);
  • Caroline Oliveira (Ginecologia, com doutorado em Ciências Médicas pela UFF);
  • Ênio Damaso (Ginecologista e Obstetra, especialista em Medicina Fetal).

Damain JC, Soares T, Freitas WA, et al. Material e Instrumental. Tratado de videoendoscopia e cirurgia minimamente invasiva em ginecologia. Rio de Janeiro: Revinter Ltda., 2007. 683-710.

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