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Infiltração das Articulações Interfalangeanas

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Definição: Infiltração das articulações interfalângicas proximais ou distais, através da punção por agulha. Pode ser de difícil realização por médicos inexperientes devido ao pequeno espaço articular nessas topografias.

  • Controle da sinovite nas articulações interfalângicas proximais ou distais acometidas pelas artropatias inflamatórias. [cms-watermark]
  • Celulite/ piodermite no local de punção;
  • Suspeita de artrite séptica;
  • Existem estudos que demonstram que o risco de complicações em pacientes utilizando anticoagulação em doses terapêuticas é semelhante ao da população geral.
  • Pacote de gaze;
  • Álcool ou Clorexidina alcoólica;
  • Luvas de procedimento (o uso de luvas estéreis não é fundamental);
  • Seringa de rosca de 1 ou 3 mL;
  • Agulha para aspiração dos medicamentos;
  • Agulha de insulina (6 x 0,25 mm) para infiltração;
  • Corticoide injetável (formulações com Betametasona ou Metilprednisolona ‒ 0,3 a 0,5 mL de corticoide, dependo do porte da articulação). Atenção! O uso de Hexacetonida de triancinolona, apesar de ser formalmente indicado para infiltrações intra-articulares, deve ser evitado por médicos inexperientes nas articulações interfalangeanas devido ao risco de extravasamento e atrofia da pele adjacente ao local da punção;
  • Lidocaína 2% sem vasoconstritor: Como a articulação é muito pequena, ela dificilmente comporta a adição de Lidocaína;
  • Micropore ou esparadrapo para curativo.
    Decúbito dorsal com o membro superior em pronação e apoiado sobre a maca.
    O decúbito dorsal é recomendado, porque alguns pacientes podem apresentar episódios de pré-síncope ou síncope durante o procedimento.
  1. Preparar o material:
    • Aspirar 0,3 a 0,5 mL de corticoide em uma seringa de 1 mL;
    • Homogeneizar a medicação através de movimentos suaves;
    • Trocar a agulha de aspiração por uma agulha de insulina (6 x 0,25 mm).
  2. Marcar o ponto a ser infiltrado (interseção entre a prega média da articulação e a linha imaginária localizada à meia distância entre a face dorsal e a face lateral do dedo).
  3. Realizar a antissepsia com álcool ou Clorexidina alcoólica.
  4. Tracionar o quirodáctilo distalmente.
  5. O ponto de entrada da agulha deve ser a interseção entre a prega média da articulação e a linha imaginária localizada à meia distância entre a face dorsal e a face lateral do dedo, na direção perpendicular ao maior eixo do quirodáctilo em questão, tentando passar por baixo do complexo extensor (evitando, assim, lesões dos tendões localizados dorsalmente no quirodáctilo).
  6. Introduzir a agulha suavemente.
  7. Caso atinja o periósteo, recuar levemente e realizar sua anteriorização (ou superficialização).
  8. Ao atingir o recesso articular, injetar todo o conteúdo da seringa.
  9. É frequente haver uma resistência maior do que em outras articulações. Ainda assim, deve-se evitar realizar a infiltração com grande pressão.
  10. Após aplicação de todo o volume da solução, retirar a agulha rapidamente, evitando o refluxo da medicação.
  11. Após retirada da agulha, realizar compressão local e finalizar com curativo local.
  12. Se possível, realizar a imobilização da articulação (podem ser utilizados abaixadores de língua de madeira e ataduras para tal finalidade).
  • Aplicar gelo local;
  • Repouso relativo pelas primeiras 48 horas. Evitar atividades intensas por cerca de 7 dias;
  • Complicações: Dor, lesão de estruturas locais e infecção local (raro). Em caso de evolução para artrite séptica (febre, eritema local, saída de secreção purulenta), o paciente deve ser orientado a procurar atendimento de emergência.

Autoria principal: Gustavo Guimarães Moreira Balbi (Clínica Médica e Reumatologia).

Revisão: G uilherme Guimarães Moreira Balbi (Clínica Médica e Reumatologia).

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