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Intubação Orotraqueal_ os 7 Ps da Intubação

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    Os 7 Ps da intubação orotraqueal são:
  • Preparação;
  • Pré-oxigenação;
  • Pré-otimização;
  • Posicionamento do paciente;
  • Paralisia após indução;
  • Passagem do tubo orotraqueal;
  • Pós-intubação.

A intubação orotraqueal é um procedimento que todo médico que trabalha em emergência e UTI deve dominar. Pode ser realizada em diferentes cenários clínicos, e o médico deve se adaptar para pensar na melhor estratégia para cada tipo de paciente.

  • A: Airway : Incapacidade de proteção de via aérea;
  • B: Breathe : Incapacidade de oxigenação e/ou ventilação alveolar;
  • C: Course : Antecipação de deterioração clínica.
  • Não há contraindicações clínicas se o procedimento for bem indicado;
  • O procedimento não deve ser realizado se for contra os valores preestabelecidos do paciente, no contexto dos cuidados paliativos. Esse fato deve ser discutido com familiares e bem documentado no prontuário. Nessa situação, os sintomas do paciente devem ser controlados adequadamente (ex.: dispneia).
  • Luvas de procedimento, máscara cirúrgica, touca e óculos de proteção;
  • Material para monitorização;
  • Dois acessos venosos periféricos;
  • Cânula orofaríngea e/ou nasofaríngea;
  • Bolsa-válvula-máscara ligada em fonte de oxigênio;
  • Laringoscópio (lâminas e pilhas reserva);
  • Tubo orotraqueal (TOT) de diferentes tamanhos;
  • Uma seringa de 10 mL;
  • Fio-guia moldado na forma de taco de hóquei (outros formatos são possíveis);
  • Máscara não reinalante e cânula nasal de oxigênio;
  • Aspirador ligado e testado com sonda de aspiração;
  • Capnógrafo;
  • Estetoscópio;
  • Fixador de tubo orotraqueal;
  • Material de resgate de via aérea: videolaringoscópio, bougie , máscara laríngea, kit de cricotireotomia (bisturi, bougie e TOT 6.0).

1. Monitorização: pressão arterial (contínua ou pressão não invasiva a cada 1 minuto), saturação, cardioscopia.

2. P reparação: checar materiais, escolher medicações e plano de ação. Ex.: plano A: IOT com laringoscópio (figura 1); plano B: ventilação bolsa-válvula-máscara (figura 2); plano C: máscara laríngea (figura 3).

Texto alternativo para a imagem Figura 1. IOT com laringoscópio



Texto alternativo para a imagem Figura 2. Ventilação bolsa-válvula-máscara

Texto alternativo para a imagem Figura 3. Máscara laríngea

3. P ré-oxigenação (máscara não reinalante com reservatório, bolsa-válvula-máscara ou ventilação não invasiva).

4. P ré-otimização (corrigir hipotensão, acidose, hipoxemia) e avaliar uso de pré-medicação (Fentanil e/ou Lidocaína). Na maioria dos cenários na emergência e UTI, o risco x benefício desfavorece o uso de Fentanil ou Lidocaína.

5. P osicionamento (coxim subocciptal para alinhar tragus do paciente com seu esterno; cama elevada para alinhar nariz do paciente com processo xifoide do médico) (figura 4).

Texto alternativo para a imagem Figura 4. Posicionamento do paciente

6. P aralisia com sedação: Etomidato 0,3 mg/kg ou Cetamina 1,5 mg/kg ou Propofol 1-2 mg/kg; associados a bloqueio neuromuscular com: Rocurônio 1-1,5 mg/kg ou Succinilcolina 1-1,5 mg/kg. Se houver dúvida sobre quais medicações escolher, opte pelo uso da associação de Etomidato + rocurônio (não há contraindicações para este esquema).

7. P assagem do TOT (figuras 5, 6, 7, 8 e 9).

Texto alternativo para a imagem Figura 5. Segurar o laringoscópio na articulação entre o cabo e a lâmina com a mão esquerda, enquanto abre a boca do paciente com a mão direita


Texto alternativo para a imagem Figura 6. O laringoscópio deve ser introduzido lateralizado, à direita da língua do paciente


Texto alternativo para a imagem Figura 7. Introduzir o laringoscópio na boca até a base da língua. Em seguida, rebater a língua do paciente para a esquerda, centralizando o laringoscópio


Texto alternativo para a imagem Figura 8. Com a ponta do laringoscópio introduzida na valécula, entre a epiglote e a base da língua, realizar uma tração na língua para a frente e para cima. Em seguida, introduzir o tubo em direção à via aérea


Texto alternativo para a imagem Figura 9. Retirar o fio-guia com a ajuda de um auxiliar, enquanto permanece fazendo visualização direta da via aérea para garantir que não houve exteriorização do tubo. Em seguida, insuflar o cuff e retirar o laringoscópio

8. P ós-intubação (confirmação com capnografia, ausculta e raios X).

9. Ajustar ventilação mecânica e coletar gasometria arterial.

10. Avaliar sedoanalgesia.

11. Registrar procedimento no prontuário.

  • Sempre chame ajuda de outro colega antes de realizar o procedimento;
  • Defina planos A, B e C para abordagem da via aérea e compartilhe-os com o resto da equipe (enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos de enfermagem);
  • Sempre confira pessoalmente todos os itens da preparação;
  • Para mais informações, acesse outros conteúdos sobre via aérea.
  • Hipoxemia com risco de PCR;
  • Hipoventilação com acidose respiratória e risco de PCR;
  • Broncoaspiração;
  • Lesão de traqueia.

Autoria principal: Vinicius Zofoli (Terapia Intensiva).

Revisão: Filipe Amado (Medicina Intensiva e Medicina de Emergência).

The Walls Manual of Emergency Airway Management. 6th ed. Philadelphia: LWW, 2022.

Apfelbaum JL, Hagberg CA, Connis RT, et al. 2022 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Management of the Difficult Airway. Anesthesiology. 2022; 136(1):31-81.

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