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Miomectomia por Via Abdominal

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Definição: R etirada cirúrgica de miomas com preservação do útero.

Os miomas são muito comuns na idade reprodutiva. Enquanto alguns são totalmente assintomáticos, outros podem levar a sangramento uterino anormal , dor abdominal ou infertilidade.

Entre os tratamentos possíveis, a retirada cirúrgica - miomectomia - pode ser uma alternativa naquelas pacientes que desejam manter o útero ou ainda não têm sua prole constituída.

  • Presença de miomas de tamanhos variados (número maior que dez miomas ou diâmetro maior que 10 cm);
  • Sangramento uterino anormal;
  • Dor abdominal;
  • Infertilidade;
  • Observação! Em todos os casos acima, a miomectomia é indicada apenas quando a mulher deseja preservar seu útero ou tem desejos reprodutivos. O tratamento definitivo para o mioma é a histerectomia.
  • Presença de vários miomas que, no seu conjunto, acabem por acometer todo o útero;
  • Presença de um mioma único de tamanho considerável que acometa boa parte de todo o útero.
  • 01 afastador Baufour válvula curva 45 x 80 cm;
  • 01 afastador Farabeuf (par) 1,3 x 12,5 cm;
  • 03 espátulas maleáveis 40 x 3 cm;
  • 01 espátula Reverdin Baioneta;
  • 01 espéculo vaginal Collin P Nº 1;
  • 01 espéculo vaginal Collin M Nº 2;
  • 01 estojo de inox perfurado;
  • 01 histerômetro Collin 28 cm;
  • 06 pinças Allis 20 cm;
  • 01 pinça Allis 25 cm;
  • 01 pinça anatômica dente de rato 12 cm;
  • 01 pinça anatômica dente de rato 14 cm;
  • 01 pinça anatômica dente de rato 18 cm;
  • 01 pinça anatômica dissecção 12 cm;
  • 01 pinça anatômica dissecção 14 cm;
  • 01 pinça anatômica dissecção 18 cm;
  • 08 pinças Backaus 13 cm;
  • 01 pinça Cheron 24 cm;
  • 01 pinça Collin para instrumentos 1 x 2 – 25 cm;
  • 02 pinças Faure artérias uterinas 22 cm;
  • 08 pinças Kelly curvas 16 cm;
  • 08 pinças Kelly retas 16 cm;
  • 02 pinças Kocher curvas 14 cm;
  • 06 pinças Kocher retas 14 cm;
  • 04 pinças Mixter 24 cm;
  • 01 pinça Museaux reta 24 cm;
  • 01 pinça Pozzi 24 cm;
  • 02 pinças Rochester Carmalt curvas 20 cm;
  • 02 pinças Rochester Carmalt retas 20 cm;
  • 02 pinças Rochester Pean retas 22 cm;
  • 01 porta agulha Mayo Hegar com vídea 16 cm;
  • 01 porta agulha Mayo Hegar com vídea 20 cm;
  • 01 rugina Doyen direta;
  • 01 rugina Doyen esquerda;
  • 01 saca fibroma de Doyen;
  • 01 tentacanula;
  • 01 tesoura Mayo curva 17 cm;
  • 01 tesoura Mayo reta 17 cm;
  • 01 tesoura Metzembaum curva 18 cm;
  • 01 tesoura Metzembaum curva 20 cm;
  • 01 tesoura Metzembaum curva 22 cm;
  • 01 válvula de Doyen 45 x 120 mm;
  • 01 válvula de Doyen 45 x 60 mm;
  • 01 válvula de Doyen 60 x 90 mm.

1. Incisão transversal de minilaparotomia.

2. Dissecção cuidadosa com afastamento do subcutâneo.

3. Incisão transversal dos folhetos superficial e profundo da aponeurose do músculo reto abdominal.

4. Afastamento cuidadoso dos ventres do músculo reto abdominal.

5. Incisão longitudinal mediana do peritônio parietal com abertura da cavidade abdominal.

6. Identificação e inventário da cavidade abdominal e exame do volume, contornos e mobilidade uterinos.

7. Aqui é possível utilizar-se da pinça saca fibroma de Doyen ou uma pinça de Lahey para realização de dissecção do mioma de seu leito original miometrial.

Texto alternativo para a imagem Incisão no útero. Adaptada de: Cunningham FG, et al., 2014.


Texto alternativo para a imagem Enucleação do tumor. Adaptada de: Cunningham FG, et al.; 2014.

8. Realização de hemostasia rigorosa.

Texto alternativo para a imagem Revisão da hemostasia com ligadura dos vasos. Adaptada de: Cunningham FG, et al., 2014.

9. Sutura do leito miometrial com fio categute cromado zero (ou outro fio de absorção intermediária).

Texto alternativo para a imagem Fechamento da incisão uterina. Adaptada de: Cunningham FG, et al., 2014.

10. Realizar fechamento da parede abdominal por planos anatômicos.

11. Sutura de pele com pontos de fio nylon 3-0 ou sutura intradérmica com fio absorvível Monocryl 3-0.

12. Curativo oclusivo estéril.

  • Manter sonda vesical por no máximo 24 horas;
  • Alimentar paciente assim que possível (com dieta regular, com trato digestório íntegro e sem lesões, a partir de 8 horas já é possível);
  • Antibioticoprofilaxia.
  • Conversão para histerectomia;
  • Dor;
  • Febre;
  • Infecção de ferida operatória;
  • Aderências pélvicas;
  • Perfuração uterina;
  • Perfuração intestinal;
  • Lesão de órgãos trato urinário;
  • Hérnias incisionais;
  • Sangramento vaginal;
  • Infecção urinária;
  • Obstrução intestino delgado;
  • Síndrome tromboembólica;
  • Choque séptico.

Autoria principal: João Marcelo Coluna (Ginecologia e Obstetrícia com mestrado em Fisiopatologia).

Revisão: Camilla Luna (Ginecologista e Obstetra pela UERJ e FEBRASGO, especialista em Reprodução Humana pela AMB).

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