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Definição: A monitoração invasiva arterial consiste na canulação de uma artéria periférica ou central, como a radial, femoral, pediosa, axilar ou braquial, com o objetivo de obter uma avaliação contínua e precisa da pressão arterial por meio de um sistema de transdução de pressão.
Artéria radial:
Palpável na face radial e anterior do punho, 1-2 cm proximalmente à dobra do punho.
Artéria pediosa:
Palpável no dorso do pé em sua face medial.
Artéria femoral:
Palpável no triângulo femoral, 1-2 cm do ligamento inguinal.
Vantagens:
Fácil acesso, boa circulação colateral, risco mínimo de lesão nervosa, conforto ao paciente.
Desvantagens:
Artefatos (localização periférica e calibre reduzido), exacerbação de síndrome do túnel do carpo.
Calibre do cateter:
20-22 G.
Vantagens:
Boa circulação contralateral, medida fidedigna da raiz da aorta, palpável em pulsos periféricos ausentes durante o choque.
Desvantagens:
Acesso difícil, maior risco de embolia cerebral e lesão nervosa, maior desconforto.
Calibre do cateter:
18-20 G.
Vantagens:
Fácil acesso, palpável durante hipotensão, maior calibre com menor risco de trombose, menor incidência de vasoespasmo.
Desvantagens:
Hematoma retroperitoneal, risco de lesão nervosa e contaminação.
Vantagens:
Fácil acesso, boa circulação colateral, menor risco de lesão nervosa.
Desvantagens:
Ausente em alguns pacientes (12%), maior número de artefatos (periférica e distância da aorta).
Calibre do cateter:
20-22 G.
Observação!
É possível realizar a punção arterial guiada por ultrassonografia (qualquer dos sítios). A técnica é semelhante à utilizada para a punção venosa guiada por ultrassom, somente mudando o vaso a ser puncionado. No caso do cateter arterial, a artéria será puncionada.
Punção da artéria radial.
A artéria radial é o sítio normalmente mais empregado, seguida da artéria femoral.
Revisão:
Yuri de Albuquerque (Medicina Intensiva).
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