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Definição: Ato cirúrgico consistente em incisar o abdome e a parede do útero para libertar o concepto ali desenvolvido .
A taxa de cesariana no Brasil fica em torno de 56%, com ampla variação entre os serviços públicos e privados. Estudos recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) sugerem que taxas populacionais de cesariana superiores a 10% não contribuem para a redução da mortalidade materna, perinatal ou neonatal.
Considerando as características da nossa população, que apresenta, entre outros distintivos um elevado número de operações cesarianas anteriores, a taxa de referência ajustada para a população brasileira gerada a partir do instrumento desenvolvido para este fim pela OMS estaria em torno de 25-30%.
1. Paciente em decúbito dorsal horizontal sob raquianestesia (eventualmente, será necessário uso de anestesia geral), com sonda vesical demora, assepsia, antissepsia, campos estéreis.
2. Incisão PfanestIel na pele.
3. Divulsão digital do subcutâneo transversal.
4. Incisão região central da aponeurose com prolongamento lateral com tesoura (Figura 1).
Figura 1.
Descolamento da aponeurose.
Adaptada de:
Resende J, et al., 2008
5. Afastamento dos músculos retoabdominais.
6. Abertura do peritônio: Existem algumas técnicas, mas a sugestão da abertura digital pode prevenir lesões de bexiga, intestino e outros órgãos (Figuras 2 e 3).
Figura 2.
Abertura do peritônio parietal.
Adaptada de:
Resende J, et al., 2008
Figura 3.
Abertura do peritônio visceral.
Adaptada de:
Resende J, et al., 2008
7. Afastamento vesical: Não sugestivo pela literatura pela possibilidade de sintomas urinários pós-operatórios.
8.
Histerotomia:
Dar preferência pela transversal arciforme no segmento uterino. Entretanto, é interessante conhecer a localização placentária e a apresentação fetal para evitar traumas e incisões transplacentárias.
9. Ampliação da incisão histerotomia com os dedos do cirurgião ou usando tesouras (Figura 4).
Figura 4.
Histerotomia.
Adaptada de:
Resende J, et al., 2008
10. Amniotomia com pinças Kelly.
11. Extração do polo apresentação fetal através da inserção gentil da mão dominante para direcionar a cabeça (se cefálico) em direção à incisão da histerotomia. Cuidado para não utilizar o segmento uterino como alavanca (Figura 5).
Figura 5.
Extração do polo cefálico.
Adaptada de:
Resende J, et al., 2008
12. Clampeamento cordão com intervalo entre 30 a 60 segundos após nascimento, caso não haja contraindicação.
13. Extração placentária através de tração controlada do cordão (pode-se usar administração de Ocitocina para facilitação). Não ordenhar cordão.
14. Histerorrafia com sutura contínua ancorada fio cromado 1. A exteriorização uterina é possível sem prejuízo pós-operatório. A sutura em uma ou duas camadas é controversa na literatura (Figura 6).
Figura 6.
Histerorrafia.
Adaptada de:
Resende J, et al., 2008
15. Sutura plano aponeurótico com pontos contínuos de Vycril (Figura 7).
Figura 7.
Sutura das aponeuroses.
Adaptada de:
Resende J, et al., 2008
16. Aproximação subcutânea com pontos simples separados de Categut 0 simples (Figura 8).
Figura 8.
Subcutâneo: pontos simples.
Adaptada de:
Resende J, et al., 2008
17.
Pele:
Sutura a critério do cirurgião, e pode ser com pontos hemostáticos ou sutura intradérmica com fios monofilamentados absorvíveis.
18. Curativo oclusivo.
Autoria principal: João Marcelo Coluna (Ginecologia e Obstetrícia, com mestrado em Fisiopatologia).
Revisão:
Camilla Luna (Ginecologista e Obstetra pela UERJ e FEBRASGO, especialista em Reprodução Humana pela AMB).
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