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Remoção de Molusco Contagioso

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Definição: Técnica para remoção mecânica na APS de lesões causadas por molusco contagioso, que é uma d oença dermatológica viral e que afeta principalmente crianças.

O molusco contagioso atinge comumente crianças, pacientes imunocomprometidos e adultos sexualmente ativos. A transmissão se dá por contato direto com pessoa infectada.

As lesões aparecem mais frequentemente em região de face, pescoço tronco e extremidades em crianças, e em região anogenital em adultos. Lesões disseminadas devem levantar suspeita de doenças que causem imunossupressão, como a infecção pelo HIV.

Veja mais informações sobre a apresentação clínica e o diagnóstico do molusco contagioso no conteúdo sobre a doença.

As lesões costumam involuir espontaneamente em 1 a 2 anos, portanto, a indicação de realizar tratamentos mais agressivos que possam deixar cicatrizes deve ser avaliada em conjunto com o paciente.

O tratamento pode ser realizado por remoção mecânica por meio da curetagem e aplicação de tintura de iodo em cada lesão, por crioterapia, por uso tópico de cantaridina e por peeling com ácido lático ou retinoide tópico. No entanto, em geral, apenas a primeira está disponível ou é viável na APS do SUS.

  • Lesões que causem desconforto e prurido; [cms-watermark]
  • Evitar disseminação para outras pessoas e outras áreas do corpo;
  • Lesões causando estigma social.

Crianças menores de 3 meses de idade.

  • Agulha 40 x 12 (rosa) ou que seja mais compatível com o tamanho da lesão;
  • Creme anestésico (à base de Lidocaína 25 mg ou associada à Prilocaína 25/25 mg/g);
  • Álcool iodado; [cms-watermark]
  • Luva esterilizada; [cms-watermark]
  • Máscara e óculos para proteção.

1. Explique o procedimento ao paciente e obtenha autorização. [cms-watermark]

2. O procedimento deve ser realizado de maneira asséptica. Faça lavagem correta das mãos, e coloque os equipamentos de proteção individual.

3. Aplicar camada espessa de creme anestésico (aproximadamente 2,5 g por 10 cm² de pele). Realizar bandagem oclusiva, mantendo contato pelo período mínimo de 1 hora. [cms-watermark]

4. Retirar a bandagem e o creme e preparar a área afetada com um agente tópico disponível.

5. Realizar a curetagem das lesões com a agulha. Observar se as lesões são muito grandes ou encontram-se inflamadas: isso pode impedir o procedimento devido ao risco de infecção ou dor.

6. Após a curetagem, aplica-se álcool iodado em cada lesão.

Em crianças entre 3 e 12 meses de idade, a dose total não deverá exceder a 2 g, nem a área total de aplicação na pele deverá exceder a 16 centímetros quadrados, por um tempo máximo de 4 horas.

Existe a possibilidade de aparecimento de novas lesões, visto que a infecção pode durar vários meses sem desenvolver imunidade definitiva. [cms-watermark]

Cicatrizes esteticamente indesejadas

Autor(a) principal: Renato Bergallo (Medicina de Família e Comunidade). [cms-watermark]

Revisor(a): Mariana Sobreiro (Clínica Médica e Geriatria).

    Equipe adjunta:
  • Renato Gil (Medicina de Família e Comunidade);
  • Flávia Garcez (Geriatria e Clínica Médica).

Ministério da Saúde (BR). Caderno de Atenção Primária. Procedimentos. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2011.

Mayeaux EJ. Guia ilustrado de procedimentos médicos. Porto Alegre: Artmed, 2012. [cms-watermark]

Duncan BB, Schmidt MI, Giuliani ERJ. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. 3a ed. Porto Alegre: Artmed, 2013. [cms-watermark]

Gusso G, Lopes JMC. Tratado de Medicina de Família e Comunidade. 2a ed. Porto Alegre: Editora Artmed, 2019. [cms-watermark]