' Salpingooforectomia - Prescrição
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Salpingooforectomia

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Definição: P rocedimento que consiste na retirada bilateral das tubas uterinas e ovários.

  • 1 afastador Baufour válvula curva 45 x 80 cm;
  • 2 afastadores Farabeuf 1,3 x 12,5 cm;
  • 3 espátulas maleáveis 40 x 3 cm;
  • 1 espátula Reverdin baioneta;
  • 1 espéculo vaginal Collin P nº 1;
  • 1 espéculo vaginal Collin M nº 2;
  • 1 estojo de inox perfurado;
  • 1 histerômetro Collin 28 cm;
  • 6 pinças Allis 20 cm;
  • 1 pinça Allis 25 cm;
  • 1 pinça anatômica dente de rato 12 cm;
  • 1 pinça anatômica dente de rato 14 cm;
  • 1 pinça anatômica dente de rato 18 cm;
  • 1 pinça anatômica dissecção 12 cm;
  • 1 pinça anatômica dissecção 14 cm;
  • 1 pinça anatômica dissecção 18 cm;
  • 8 pinças Backaus 13 cm;
  • 1 pinça Cheron 24 cm;
  • 1 pinça Collin para instrumentos 1 x 2 – 25 cm;
  • 2 pinças Faure artéria uterina 22 cm;
  • 2 pinças Heaney 23 cm;
  • 8 pinças Kelly curvas 16 cm;
  • 8 pinças Kelly retas 16 cm;
  • 2 pinças Kocher curvas 14 cm;
  • 6 pinças Kocher retas 14 cm;
  • 4 pinças Mixter 24 cm;
  • 1 pinça Museaux reta 24 cm;
  • 1 pinça Pozzi 24 cm;
  • 2 pinças Rochester Carmalt curvas 20 cm;
  • 2 pinças Rochester Carmalt retas 20 cm;
  • 2 pinças Rochester Pean retas 22 cm;
  • 1 porta-agulha Mayo Hegar com Vídea 16 cm;
  • 1 porta-agulha Mayo Hegar com Vídea 20 cm;
  • 1 Rugina Doyen direita;
  • 1 Rugina Doyen esquerda;
  • 1 saca-fibroma de Doyen;
  • 1 tentacânula;
  • 1 tesoura Mayo curva 17 cm;
  • 1 tesoura Mayo reta 17 cm;
  • 1 tesoura Metzembaum curva 18 cm;
  • 1 tesoura Metzembaum curva 20 cm;
  • 1 Tesoura Metzembaum curva 22 cm;
  • 1 válvula de Doyen 45 x 120 mm;
  • 1 válvula de Doyen 45 x 60 mm;
  • 1 válvula de Doyen 60 x 90 mm.

1. Anestesia e posicionamento: Paciente em posição supina, realiza-se anestesia geral e instalação do cateter de Foley.

2. Acesso à cavidade abdominal: Laparotomia a Pfannenstiel com dissecção por planos anatômicos.

3. Salpingectomia: Ao identificar a tuba uterina, aplica-se uma pinça de Babcock aprisionando a tuba visando expor, e afastá-la do útero e do ovário. Feito isso, estende-se a mesossalpinge e aplica-se uma Kelly na extremidade distal da mesossalpinge com 2 cm de comprimento, em paralelo à tuba. Outra pinça será posicionada de forma semelhante, próxima ao ovário. A colocação dessas pinças tem como objetivo ocluir os vasos que atravessam a mesossalpinge, esta então é seccionada com uma tesoura Metzbaum. (Figura 1).

Texto alternativo para a imagem Figura 1. Salpingectomia. Adaptada de: Cunningham FG, et al., 2014

4. Ligadura dos vasos: Usa-se fio absorvível 2-0 ou 3-0 para realizar a ligadura dos pedículos vasculares, devendo esta etapa ser repetida sequencialmente com cada pinça que foi colocada 2 cm de comprimento na mesossalpinge, iniciando da porção distal para proximal do útero. A última pinça atravessa a mesossalpinge proximal e tuba; feito isso, realizam-se a ligadura e a secção do pedículo. (Figura 2).

Texto alternativo para a imagem Figura 2. Sutura de transfixação. Adaptada de: Hoffman BL, et al., 2014


5. Ooforectomia: O coto da tuba uterina deve ser apreendida com uma pinça Babcock e afastada do ligamento infundibulopélvico (figura 3). Secciona-se o peritônio lateral ao ligamento infundibulopélvico (IP) com uma incisão cranial e lateral. Ao isolar o ligamento IP, o ureter torna-se ainda mais visível, devendo, então, ser posicionadas duas pinças Heaney curvas em volta do ligamento, e os arcos das pinças devem estar voltados para a região onde se planeja realizar a incisão (linha pontilhada); ao ser realizada a hemostasia, deve ser realizada conforme descrito na etapa 4.

Texto alternativo para a imagem Figura 3. Ooforectomia. Adaptada de: Hoffman BL, et al., 2014


6. Fechamento da parede abdominal: Inventário e revisão da hemostasia da cavidade, seguidos da síntese da parede abdominal por planos anatômicos.

  • Controle da dor;
  • Abstinência sexual;
  • Repouso relativo;
  • Deambulação precoce.
  • Retenção urinária;
  • Íleo paralítico;
  • Tromboembolismo venoso;
  • Infecção do sítio cirúrgico.

Autoria principal: Camilla Luna (Ginecologista e Obstetra pela UERJ e FEBRASGO, especialista em Reprodução Humana pela AMB).

Equipe adjunta: João Marcelo Coluna (Ginecologia e Obstetrícia, com mestrado em Fisiopatologia).

Marcinkute R, Woodward ER, Gandhi A, et al. Uptake and efficacy of bilateral risk reducing surgery in unaffected female BRCA1 and BRCA2 carriers. J Med Genet. 2022; 59(2):133-40.

Schorge JO, Schaffer JI, Halvorson LM, et al. Ginecologia de Williams. 1a ed. Porto Alegre: Artmed, 2011.

Berek JS. Berek & Novak - Tratado de Ginecologia. 14a ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 2008.

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