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Definição: P rocedimento que consiste na retirada bilateral das tubas uterinas e ovários.
1.
Anestesia e posicionamento:
Paciente em posição supina, realiza-se anestesia geral e instalação do cateter de Foley.
2. Acesso à cavidade abdominal: Laparotomia a Pfannenstiel com dissecção por planos anatômicos.
3. Salpingectomia: Ao identificar a tuba uterina, aplica-se uma pinça de Babcock aprisionando a tuba visando expor, e afastá-la do útero e do ovário. Feito isso, estende-se a mesossalpinge e aplica-se uma Kelly na extremidade distal da mesossalpinge com 2 cm de comprimento, em paralelo à tuba. Outra pinça será posicionada de forma semelhante, próxima ao ovário. A colocação dessas pinças tem como objetivo ocluir os vasos que atravessam a mesossalpinge, esta então é seccionada com uma tesoura Metzbaum. (Figura 1).
Figura 1.
Salpingectomia.
Adaptada de:
Cunningham FG, et al., 2014
4. Ligadura dos vasos: Usa-se fio absorvível 2-0 ou 3-0 para realizar a ligadura dos pedículos vasculares, devendo esta etapa ser repetida sequencialmente com cada pinça que foi colocada 2 cm de comprimento na mesossalpinge, iniciando da porção distal para proximal do útero. A última pinça atravessa a mesossalpinge proximal e tuba; feito isso, realizam-se a ligadura e a secção do pedículo. (Figura 2).
Figura 2.
Sutura de transfixação.
Adaptada de:
Hoffman BL, et al., 2014
5. Ooforectomia: O coto da tuba uterina deve ser apreendida com uma pinça Babcock e afastada do ligamento infundibulopélvico (figura 3). Secciona-se o peritônio lateral ao ligamento infundibulopélvico (IP) com uma incisão cranial e lateral. Ao isolar o ligamento IP, o ureter torna-se ainda mais visível, devendo, então, ser posicionadas duas pinças Heaney curvas em volta do ligamento, e os arcos das pinças devem estar voltados para a região onde se planeja realizar a incisão (linha pontilhada); ao ser realizada a hemostasia, deve ser realizada conforme descrito na etapa 4.
Figura 3.
Ooforectomia.
Adaptada de:
Hoffman BL, et al., 2014
6. Fechamento da parede abdominal: Inventário e revisão da hemostasia da cavidade, seguidos da síntese da parede abdominal por planos anatômicos.
Autoria principal: Camilla Luna (Ginecologista e Obstetra pela UERJ e FEBRASGO, especialista em Reprodução Humana pela AMB).
Equipe adjunta:
João Marcelo Coluna (Ginecologia e Obstetrícia, com mestrado em Fisiopatologia).
Marcinkute R, Woodward ER, Gandhi A, et al. Uptake and efficacy of bilateral risk reducing surgery in unaffected female BRCA1 and BRCA2 carriers. J Med Genet. 2022; 59(2):133-40.
Schorge JO, Schaffer JI, Halvorson LM, et al. Ginecologia de Williams. 1a ed. Porto Alegre: Artmed, 2011.
Berek JS. Berek & Novak - Tratado de Ginecologia. 14a ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 2008.
Iancu AM, Murji A, Chow O, et al. Avoidable bilateral salpingo-oophorectomy at hysterectomy: a large retrospective study. Menopause. 2022; 29(5):523-30.