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ADH

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Definição: O hormônio antidiurético (ADH) é um hormônio hexapeptídico pequeno, sintetizado no hipotálamo (núcleo supraóptico e paraventricular) e transportado ao longo dos axônios nervosos até, notadamente, a hipófise posterior (neuro-hipófise), na qual é armazenado e liberado na circulação.

Sinônimos: HAD; AVP; Vasopressina; Vasopressina-arginina; Arginina-vasopressina; Argipressina; Hormônio Antidiurético; ADH Sérico; ADH - Sangue.

O ADH é um dos principais reguladores da osmolalidade plasmática .

A síntese e liberação do ADH são reguladas finamente por osmorreceptores (no sistema nervoso central) e barorreceptores de baixa e alta pressões (no átrio direito e nos sinusoides carótidos, respectivamente). Ele apresenta uma curta meia-vida, de cerca de 15 a 20 minutos, sendo rapidamente metabolizado pelo fígado e pelos rins.

Por meio da sua ligação aos receptores renais V2, ele inicia uma série de eventos que resultam na reabsorção de água nos dutos coletores corticais.

Por meio dos receptores V1, ele promove a contração da musculatura lisa vascular. Além dessas funções, ele também propicia a reabsorção do cloro e do sódio no ramo ascendente da alça de Henle.

Desse modo, o ADH apresenta papel crucial na homeostase da água e na manutenção da pressão arterial. Níveis aumentados desse hormônio resultam em oligúria, redução da osmolalidade sérica, hiponatremia e aumento da osmolalidade urinária.

Por outro lado, concentrações baixas de ADH ocasionam poliúria, aumento da osmolalidade sérica, hipernatremia e redução da osmolalidade urinária.

Para uma melhor interpretação dos resultados, é importante sua avaliação em conjunto com a osmolalidade plasmática . Algumas provas funcionais podem ser usadas para auxílio diagnóstico.

    Indicações:
  • Avaliação de balanço hídrico, concentração dos íons e osmolalidade plasmática;
  • Diagnóstico diferencial de síndrome da secreção inapropriada do ADH (SIADH), diabetes insípido, hiponatremia crônica e intoxicação psicogênica por água (polidipsia psicogênica).

Como solicitar: ADH.

  • Orientações ao paciente: Jejum de 12 horas. Informar medicações em uso. Dependendo da prova funcional eventualmente solicitada, podem ser necessários jejum, privação de água, infusão de salina, uso de ADH exógeno;
  • Tubo para sangue total/plasma (tampa roxa - com ácido etilenodiaminotetracético). Centrifugar a amostra, separar o plasma em um tubo de plástico estéril e congelar a alíquota (-20°C) [cms-watermark] imediatamente;
  • Material: Sangue;
  • Volume recomendável: 2 mL.
Texto alternativo para a imagem Figura 1. Tubo para sangue total - tampa roxa. Ilustração: Caio Lima
  • 0,5 a 2 ng/L;
      Observações!
    • Para uma melhor interpretação dos resultados, é importante sua avaliação em conjunto com a osmolalidade plasmática;
    • Os valores de referência para o ADH podem variar de acordo com o Laboratório Clínico e a metodologia utilizada. [cms-watermark]

As plaquetas apresentam ADH; logo, amostras contaminadas com esses elementos do sangue podem produzir resultados falsamente elevados.

Pacientes com distúrbios renais ou urinários concomitantes, em uso de diuréticos ou de alguns outros medicamentos, com afecções da tireoide, insuficiência adrenal e/ou diabetes melito podem ter a interpretação dos resultados prejudicada.

    Aumento:
  • SIADH;
  • Diabetes insípido nefrogênico;
  • Náusea;
  • Gravidez;
  • Hipóxia;
  • Ventilação mecânica;
  • Hipoglicemia;
  • Hipertensão intracraniana;
  • Medicamentos (Ciclofosfamida, Carbamazepina, antidepressivos tricíclicos, Clofibrato, inibidores da monoamina oxidase).
    Diminuição:
  • Diabetes insípido neurogênico;
  • Polidipsia psicogênica;
  • Enurese noturna primária;
  • Drogas (álcool, Fenitoína, Clorpromazina, agonistas α-adrenérgicos).

Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).

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