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Aldolase

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Definição: Enzima tetramérica citoplasmática, encontrada em praticamente em todos os tecidos corporais e envolvida na metabolização da glicose e da frutose.

Sinônimos: ALD; Aldolase Total; Frutose-1,6-bifosfato Aldolase; Aldolasemia; Aldolase Sérica; Aldolase - Sangue.

A aldolase é uma enzima necessária para uma resposta rápida à glicólise muscular, produzindo energia (adenosina trifosfato) sob condições independentes de oxigênio tecidual.

Essa enzima glicolítica apresenta três diferentes tipos de subunidades/isoformas (A, B e C), cuja estrutura primária depende do tecido no qual ela é sintetizada. Aldolase A é predominantemente encontrada na musculatura esquelética e nos eritrócitos; a aldolase B, no fígado; e a aldolase C, no cérebro e em outros tecidos.

De maneira geral, os métodos utilizados para a sua dosagem determinam a atividade total da enzima, não sendo específicos para a aldolase muscular (aldolase A).

Grande elevações podem ocorrer em algumas doenças musculoesqueléticas, porém, em doenças atróficas de origem neurogênica (ex.: miastenia gravis , esclerose múltipla, poliomielite), seus níveis permanecem inalterados.

    Indicações:
  • Avaliação de doenças musculares;
  • Diagnóstico diferencial da origem da fraqueza muscular (trauma muscular versus miopatias de proveniência neurogênica);
  • Marcador de atividade de doença em algumas condições (ex.: doença de Still);
  • Monitoramento de terapia com esteroides.
    Como solicitar: Aldolase.
  • Orientações ao paciente: e vitar atividade física. Informar sobre o uso de medicações intramusculares, biópsias e realização de alguns tipos de exames recentes (ex.: eletroneuromiografia). Deve-se postergar a realização do exame por, pelo menos, 15 dias após uma eletroneuromiografia ou 30 dias após biópsia muscular;
  • Tubo para soro (tampa vermelha/amarela). Aguardar a completa retração do coágulo, centrifugar o tubo que contém a amostra por 15 minutos, mantendo-a sob refrigeração (2 a 8°C);
  • Material: S angue;
  • Volume recomendável: 1 mL.
Texto alternativo para a imagem Figura 1. Tubo para soro - tampa vermelha - Ilustração: Caio Lima.
Texto alternativo para a imagem Figura 2. Tubo para soro - tampa amarela - Ilustração: Caio Lima.
  • Recém-nascidos: até 4 vezes os níveis adultos;
  • 10 a 24 meses: 3,4 a 11,8 U/L;
  • 25 meses a 16 anos: 1,2 a 8,8 U/L;
  • Adultos: 1,7 a 4,9 U/L;
      Observações:
    • Mulheres e indivíduos sedentários podem apresentar concentrações ligeiramente mais baixas;
    • Os valores de referência para a aldolase podem variar de acordo com o Laboratório Clínico e a metodologia utilizada.

Hemólise pode exibir falsos aumentos (os eritrócitos contêm aldolase).

Amostras acentuadamente lipêmicas e/ou ictéricas podem alterar os resultados.

Injeções intramusculares podem aumentar transitoriamente os níveis dessa enzima.

À medida que a massa muscular diminui, os níveis dessa enzima também tendem a decair.

Pacientes que realizaram eletroneuromiografia nos últimos 15 dias, ou que foram submetidos a uma biópsia muscular nos últimos 30 dias não devem realizar a dosagem dessa enzima, pois há risco de falsas elevações em sua concentração.

Aumento: Distrofias musculares (ex.: Duchenne); dermatomiosite; polimiosite; fasciíte eosinofílica; doença de Still; triquinose; hepatites; rabdomiólise; doenças hepáticas, renais, reumáticas, gástricas; infarto agudo do miocárdio; pancreatite hemorrágica; diabetes mellitus ; gangrena; delirium tremens ; alguns tipos de neoplasia; adultos jovens com sarampo; medicamentos (L-triptofano, corticosteroides).

Diminuição: Perda de massa muscular.

Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).

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