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Alfa 1 - Glicoproteína Ácida

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Definição: É uma glicoproteína pertencente à familia das imunocalinas, com composição rica em carboidratos, o que faz com que ela apresente importante carga negativa e solubilidade em água. Ela possui um peso molecular pequeno, de aproximadamente 44 kDa.

Sinônimos: Orosomucoide; AAG; AGA; HAG; α 1 -Glicoproteína ácida; A1GA; Alfa 1 - Glicoproteína Ácida - Sangue; Alfa 1 - Glicoproteína Ácida Sérica.

A α 1 -glicoproteína ácida apresenta síntese predominantemente hepática, sendo facilmente filtrada nos glomérulos. Ela é uma proteína de fase aguda, apresentando um aumento de suas concentrações 12 horas após o início de um processo inflamatório/ infeccioso, com pico em 3 a 5 dias, e meia-vida plasmática de aproximadamente 5 dias.

Ela se liga a compostos lipofílicos e certas drogas (ex.: Lidocaína, inibidores da tirosina-quinase, Propranolol, Quinidina, Clorpromazina, benzodiazepínicos, cocaína), notadamente as de caráter básico, e hormônios (ex.: progesterona), em alguns casos tornando-os inativos.

Outras ações da α 1 -glicoproteína ácida incluem o auxílio na formação de fibras de colágeno, inibição de vírus e parasitas, imunomodulação, ser um cofator da lipoproteína lipase. Apesar da proposição de vários papéis fisiológicos, sua real função biológica ainda é desconhecida.

Quando o soro é submetido a uma eletroforese de proteína , a α 1 -glicoproteína ácida é encontrada na região das α 1 -globulinas, embora, devido ao seu alto teor de glicídeos, seja mais difícil a sua visualização eletroforética.

Ela é o principal componente das mucoproteínas , vindo a substituir esse teste devido a sua maior estabilidade e reprodutibilidade.

Seus níveis também podem ser avaliados na urina, sendo considerado um biomarcador para o diagnóstico diferencial da doença glomerular. Pacientes com, por exemplo, nefropatia diabética ou nefrite lúpica, podem ter concentrações aumentadas de α 1 -glicoproteína ácida na urina.

    Indicações:
  • Avaliação de processos inflamatórios/ infecciosos e de lesão tecidual;
  • Investigação de quadros hemolíticos;
  • Auxilia a interpretação da concentração sérica de alguns hormônios e drogas (ex.: progesterona, Lidocaína, inibidores da tirosina-quinase).

Como solicitar: α 1 -Glicoproteína ácida.

  • Orientações ao paciente: jejum de 8 horas;
  • Tubo para soro (tampa vermelha/ amarela). Aguardar a devida retração do coágulo, centrifugar a amostra por 15 minutos e armazenar o material sob refrigeração (2-8 o C);
  • Material: sangue;
  • Volume recomendável: 1,0 mL.
Texto alternativo para a imagem Figura 1. Tubo para soro - tampa vermelha. Ilustração: Caio Lima
Texto alternativo para a imagem Figura 2. Tubo para soro - tampa amarela. Ilustração: Caio Lima
  • Recém-nascidos: 12-56 mg/dL;
  • 1 mês: 24-93 mg/dL;
  • 3 meses: 27-107 mg/dL;
  • 6 meses: 35-149 mg/dL;
  • 3-16 anos: 43-308 mg/dL;
  • Adultos (20-60 anos): 50-120 mg/dL.

Observação! Os valores de referência para a α 1 -glicoproteína ácida podem variar de acordo com a idade, laboratório clínico e a metodologia utilizada.

Amostras acentuadamente hemolisadas ou lipêmicas podem prejudicar a sua determinação.

Aumento: Estados inflamatórios/ infecciosos agudos ou crônicos; lesão tecidual; queimaduras; gravidez; malignidades; síndrome de Cushing; drogas (ex.: glicocorticoides).

Diminuição: Síndrome nefrótica; enteropatias perdedoras de proteínas; estados hemolíticos; drogas (ex.: estrógenos).

Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).

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