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Androstenediona

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Definição: É um hormônio androgênico de baixa potência, derivado da 17-Hidroxiprogesterona e da Dehidroepiandrosterona (DHEA).

Sinônimos: Delta-4-androstenediona; D4ASD; Androstenediona sérica; Androstenediona - Sangue.

A androstenediona é produzida pelas adrenais (predominantemente), sob estímulo parcial do hormônio adrenocorticotrópico (ACTH), e gônodas (testículos e ovários) através do sulfato de dehidroepiandrosterona (S-DHEA).

Ela serve de precursor para a biossíntese de andrógenos e estrógenos, sendo que, nas mulheres, a androstenediona é a maior fonte precursora da testosterona.

    Indicações:
  • Avaliação da produção androgênica em mulheres com hirsutismo e/ou virilização;
  • Investigação e monitorização do tratamento de hiperplasia adrenal congênita;
  • Auxílio diagnóstico de hiperandrogenismo;
  • Investigação de tumores adrenais virilizantes e de tumores ovarianos;
  • Investigação de adrenarca precoce.

Como solicitar: Androstenediona.

  • Orientações ao paciente: Jejum não necessário. Evitar a realização de exercícios físicos;
  • Tubo para soro (tampa vermelha/amarela): Aguardar a devida retração do coágulo, centrifugar o tubo e congelar (-20 o C) a amostra imediatamente. Informar o horário da coleta;
  • Material: Sangue;
  • Volume recomendável: 1,0 mL.
Texto alternativo para a imagem Figura 1. Tubo para soro - tampa vermelha.


Texto alternativo para a imagem Figura 2. Tubo para soro - tampa amarela.

Homens: 0,6-3,7 ng/mL;

Mulheres: 0,3-3,7 ng/mL.

  • Observação! Os valores de referência para a androstenediona são influenciados por idade, sexo, fase do período menstrual, gravidez, ritmo circadiano (pico ao amanhecer e nadir ao entardecer), podendo ainda variar de acordo com o laboratório clínico e a metodologia utilizada.

A correlação dos níveis séricos não guarda uma relação direta com a severidade da manifestação clínica.

Amostras acentuadamente hemolisadas, ictéricas ou lipêmicas podem interferir na sua determinação.

    Aumento:
  • Hirsutismo;
  • Síndrome dos ovários policísticos (Stein-Leventhal);
  • Hiperplasia estromal ovariana;
  • Síndrome de Cushing;
  • Tumor ectópico produtor de ACTH;
  • Hiperplasia adrenal congênita;
  • Alguns tumores ovarianos;
  • Gravidez.
    Diminuição:
  • Ooforectomia bilateral;
  • Menopausa.

Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).

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