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Definição: É um vírus pequeno, constituído de material genético do tipo RNA, que causa uma doença frequentemente assintomática, mas com potencial de evoluir para infecção crônica em 50% a 85% dos casos.
Sinônimos:
Sorologia HCV; sorologia para HCV; anticorpos Anti-HCV.
O vírus da hepatite C (HCV) é transmitido caracteristicamente pelo soro (transfusão sanguínea, compartilhamento de objetos para uso de drogas injetáveis ou inaláveis, transplantes, diálise, acidentes com materiais perfurocortantes etc.), além da via vertical (raro) e sexual.
Cerca de 20-30% dos pacientes que são portadores de infecção crônica pelo vírus podem evoluir para cirrose hepática após 20 anos.
Nos ensaios mais modernos, de terceiras e quartas gerações, os anticorpos podem ser encontrados após 6-8 semanas da exposição.
Pelo fato de os anticorpos IgM do HCV estarem presentes tanto na infecção aguda quanto na crônica, ele não apresenta utilidade para o diagnóstico.
Um resultado reagente/indeterminado deve ser complementado por técnicas moleculares (ex.: RT-PCR HCV) para confirmação diagnóstica. Em pacientes com hepatite C confirmada, a genotipagem viral deve ser solicitada.
Como solicitar: Anti-HCV.
Não reagente.
Gravidez, imunização recente contra influenza , hipergamaglobulinemia, fator reumatoide e doenças do sistema conjuntivo podem gerar resultados falso-positivos.
Um teste positivo indica contato prévio com o HCV, entretanto, não define se infecção recente, tardia ou resolvida.
Esse tipo de teste não deve ser utilizado, isoladamente, para triagem em bancos de sangue ou doadores de órgãos.
Um teste negativo não exclui, de maneira definitiva, uma infecção aguda/recente.
O anti-HCV pode tornar-se positivo, em alguns pacientes (notadamente em imunodeprimidos), apenas cerca de 6 meses após a contaminação.
Os anticorpos anti-HCV não são neutralizantes, e não conferem imunidade ao HCV.
Com o passar dos anos, em paciente curados, os títulos do anti-HCV podem decair e, inclusive, negativar.
Um resultado reagente/indeterminado deve ser complementado por técnicas moleculares (ex.: RT-PCR HCV) para confirmação diagnóstica.
Esse teste não deve ser utilizado para o monitoramento da resposta à terapia antiviral.
Autor(a) principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).
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