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Anti-Sm

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Definição: São autoanticorpos dirigidos contra o antígeno Sm (Smith), que é constituído por um complexo de partículas subcelulares compostas de pequenos RNAs (U1, U2, U3, U4, U5 e U6) e proteínas, fazendo parte do spliceossomo nuclear (uma estrutura que depura os íntrons da molécula do pré-RNA).

Sinônimos: Anti-Smith; Anticorpo anti-Sm; Autoanticorpo anti-Sm; Anti-antígeno Sm; Anti-antígeno Smith; Anticorpo anti-Sm sérico; Anticorpo anti-Sm - Sangue.

O antígeno Sm foi descooberto em 1966, sendo o primeiro autoantígeno nuclear descrito do lúpus eritematoso sistêmico (LES).

É o autoanticorpo com maior especificidade (cerca de 95%) para o LES, fazendo parte de um dos critérios imunológicos da doença. Entretanto, apresenta baixa sensibilidade (aproximadamente 30%).

O anti-Sm apresenta associação muito forte ao anti-RNP (antirribonucleoproteína), um anticorpo que também faz parte do spliceossomo nuclear, sendo geralmente solicitado em paralelo.

Indicação: Auxiliar no diagnóstico do LES e da doença mista do tecido conjuntivo (DMTC).

    Como solicitar: Anti-Sm.
  • Orientações ao paciente: não há necessidade de preparo específico;
  • Tubo para soro (tampa vermelha/amarela). Aguardar a devida retração do coágulo, centrifugar o tubo por 15 minutos e manter a amostra sob refrigeração (2-8 o C);
  • Material: Sangue;
  • Volume recomendável: 1,0 mL.
Texto alternativo para a imagem Figura 1. Tubo para soro - tampa vermelha. Ilustração : Caio Lima
Texto alternativo para a imagem Figura 2. Tubo para soro - tampa amarela. Ilustração : Caio Lima
  • Não reagente;
  • Observação! Os valores de referência e pontos de corte dos títulos dos anticorpos anti-Sm podem variar de acordo com laboratório clínico e metodologia utilizada.
  • Amostras acentuadamente hemolisadas, lipêmicas ou expostas ao calor podem prejudicar sua determinação; [cms-watermark]
  • Sua negatividade não exclui, por definitivo, o diagnóstico de LES;
  • Em decorrência do tratamento, o anti-Sm pode desaparecer ao longo do tempo; [cms-watermark]
  • A sensibilidade e a especificidade variam conforme o kit diagnóstico e método utilizado;
  • Na maioria das vezes, seus títulos apresentam-se de maneira constante no curso da doença, prejudicando seu uso como preditor de crises;
  • Seus resultados devem ser correlacionados com história clínica, exame físico e resultados de outros exames complementares.
  • Reagente: LES e DMTC;
  • Não reagente: Indivíduos saudáveis.

Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).

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