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Antiestreptolisina O (ASO)

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Definição: É um anticorpo direcionado contra uma enzima (estreptolisina O) produzida pelos estreptococcus dos grupos A ( Streptococcus pyogenes ), C e G.

Sinônimos: ASO; ASLO; ASOT; AEO; Anti-SLO; Anticorpo antiestreptolisina O; Antiestreptolisina O, Ab; ASO sérica; ASO - Sangue.

A estreptolisina O é uma enzima que apresenta atividade antigênica, induzindo uma resposta imunológica do organismo diante de uma infecção estreptocócica (do grupo A, C ou G) aguda ou recente.

Seus títulos começam a aumentar cerca de 1 semana após a infecção estreptocócica, atingindo pico sérico em torno de 2-4 semanas. Na ausência de reinfecção ou de complicações, seus níveis retornam aos basais em 6-12 meses.

Em cerca de 80-85% dos pacientes com febre reumática aguda e em até 95% dos indivíduos com glomerulonefrite difusa aguda (GNDA) apresentam altos níveis de anticorpos.

A dosagem seriada da antiestreptolisina O (títulos em ascensão ou persistentemente elevados) é mais significativa do que um aumento isolado, e, desse modo, a repetição do exame após um período de 10 dias da análise inicial é recomendada para melhor interpretação dos resultados.

A antiestreptolisina O não é suficientemente sensível para o diagnóstico de piodermite estreptocócica, elevando-se com menor frequência após infecções de pele. Nessas situações, está indicada a dosagem do anticorpo antidesoxirribonuclease B (anti-DNAse B) [cms-watermark] , já que este apresenta melhor acurácia para a infecção estreptocócica cutânea.

Outros exames laboratoriais podem auxiliar na investigação da infecção estreptocócica, como a coloração pelo gram e cultura do material, além da anti-DNAse B . A solicitação da ASO em conjunto com a anti-DNAse B aumenta a acurácia diagnóstica.

    Indicações:
  • Demonstrar evidência de infecção estreptocócica (do grupo A, C ou G) aguda (> 1 semana) ou recente;
  • Auxiliar na investigação de doenças como a febre reumática e a glomerulonefrite difusa aguda (GNDA);
  • Diagnóstico diferencial de artrite reativa pós-estreptocócica;
  • Marcador de infecção estreptocócica (do grupo A, C ou G) prévia;
  • Seguimento de infecções estreptocócicas.
    Como solicitar: Antiestreptolisina O.
  • Orientações ao paciente: não é necessário preparo específico;
  • Tubo para soro (tampa vermelha/amarela). Aguardar a devida retração do coágulo, centrifugar o tubo por 15 minutos e armazenar a amostra sob refrigeração (2-8 o C);
  • Material: sangue;
  • Volume recomendável: 1,0 mL.
Texto alternativo para a imagem Figura 1. Tubo para soro - tampa vermelha. Ilustração: Caio Lima
Texto alternativo para a imagem Figura 2. Tubo para soro - tampa amarela. Ilustração: Caio Lima
  • ≤ 200 unidades/mL;
  • Observação! Os valores de referência para a ASO podem variar de acordo com idade, estação do ano, geografia, laboratório clínico e metodologia utilizada. [cms-watermark]

Contaminação microbiana (especialmente por Bacillus cereus e espécies de Pseudomonas ) e altos níveis de betalipoproteína (hepatopatias) podem gerar resultados falso-positivos.

Amostras acentuadamente lipêmicas podem interferir em sua determinação.

A antiestreptolisina O não é suficientemente sensível para o diagnóstico de piodermite estreptocócica.

O grau de elevação dos títulos de anticorpos não se correlaciona com a severidade da doença.

A dosagem seriada da antiestreptolisina O (títulos em ascensão ou persistentemente elevados) é mais significativa do que um aumento isolado.

Um resultado negativo não exclui o diagnóstico de infecção estreptocócica.

O uso de antibióticos pode levar a resultados falso-negativos.

Hipercolesterolemia pode falsamente elevar os títulos de anticorpos.

    Aumento:
  • Febre reumática aguda;
  • Glomerulonefrite difusa aguda;
  • Artrite reativa pós-estreptocócica;
  • Faringite aguda;
  • Transtornos neuropsiquiátricos pediátricos autoimunes associados a infecções estreptocócicas (PANDAS);
  • Psoríase;
  • Eritema nodoso;
  • Falha no tratamento.
    Diminuição:
  • Tratamento eficaz;
  • Ausência de complicações e/ou reinfecção.

Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).

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