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Antitrombina

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Definição: É um anticoagulante natural glicoproteico, da família dos inibidores de serina protease.

Sinônimos: Antitrombina III; AT III.

É uma glicoproteína com peso molecular de aproximadamente 58.000 Da. Possui síntese hepática, apresentando uma meia-vida de 2-3 dias.

A antitrombina inibe naturalmente a trombina, bem como os fatores IXa, Xa, XIa, XIIa e calicreína.

    A deficiência da antitrombina pode ser adquirida (mais comum) ou hereditária. Em sua forma hereditária, a deficiência pode ser dividida, resumidamente, em dois tipos:
  • Tipo I: Deficiência quantitativa;
  • Tipo II: Deficiência qualitativa (geralmente apresentando concentrações normais de antitrombina).
    Indicações:
  • Triagem da deficiência, adquirida ou congênita, de antitrombina;
  • Na avaliação e investigação de eventos trombóticos ou tromboembólicos;
  • Screening familiar de pacientes com diagnóstico de deficiência de antitrombina;
  • Investigação de perdas gestacionais habituais;
  • Monitorar a terapia com concentrados de antitrombina, em pacientes com sua deficiência;
  • Investigação de uma resistência aumentada à terapia com heparina não fracionada.

Como solicitar: Antitrombina funcional (ver Interferentes/Limitações).

  • Orientações ao paciente: não é necessário preparo específico. Informar sobre o uso de anticoagulantes, dose e último horário de tomada;
  • Tubo para plasma (tampa azul-clara - citrato de sódio a 3,2%) (figura a seguir):
    • Coletar logo após o tubo sem aditivo ou hemocultura (se houver), e antes dos outros na ordem de coleta;
    • Proceder uma inversão do tubo por 4 vezes, delicadamente;
    • Respeitar a proporção sangue/anticoagulante (9:1);
    • Entrar em contato com o Laboratório Clínico para informações específicas sobre centrifugação, armazenamento e envio da amostra.
  • Material: sangue;
  • Volume recomendável: 3,0 mL.
Texto alternativo para a imagem
  • 80 a 130%;
  • Observação: Ao nascimento, os níveis de antitrombina são sensivelmente menores, variando de 39 a 87%. Com o passar dos meses, vão aumentando gradativamente, atingindo níveis de adultos por volta dos 6 meses de idade.
  • Atenção! Os valores de referência da antitrombina podem variar de acordo com o Laboratório Clínico e a metodologia utilizada.

Os ensaios funcionais cromogênicos são utilizados para triagem, já que ambos os tipos de deficiência podem ser detectados.

Os ensaios antigênicos (imunológicos) demonstram apenas a quantidade de antitrombina, o que faz com que as deficiências do tipo II não sejam detectadas. Desse modo, devem ser realizados sempre em conjunto ou após um ensaio funcional alterado, a fim de determinar o tipo de deficiência.

Altas concentrações do cofator II da heparina podem gerar resultados falsamente aumentados, em alguns métodos.

O uso de Heparina pode diminuir a atividade plasmática da antitrombina.

Amostras acentuadamente hemolisadas, ictéricas e/ou lipêmicas podem prejudicar a determinação da antitrombina.

Inibidores diretos do fator Xa podem elevar falsamente a atividade da antitrombina.

Testes genéticos podem ser necessários para concluir o diagnóstico da deficiência de antitrombina.

Aumento: Drogas (antagonistas da vitamina K);

    Diminuição:
  • Deficiência hereditária (homo ou heterozigótica);
  • Doença hepática;
  • Tromboses;
  • Cirurgias;
  • Traumas;
  • Coagulação intravascular disseminada (CIVD);
  • Síndrome nefrótica;
  • Colite;
  • Gravidez;
  • Hemodiálise;
  • Oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO);
  • Drogas (heparina, anticoncepcionais orais, estrógenos).

Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).

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