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Apolipoproteína B-100

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Definição: É um polipeptídeo estrutural constituído por uma longa cadeia de aminoácidos (cerca de 4.500), sendo um importante e principal constituinte das seguintes lipoproteínas: lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL), lipoproteína de intermediária densidade (IDL), lipoproteína de baixa densidade (LDL) e lipoproteína (a).

Sinônimos: Apolipoproteína B; Apo B; Apo B-100; ApoB; APOB; Apo B100; Apolipoproteína B-100 sérica; Apolipoproteína B-100 - Sangue.

A apolipoproteína B-100 (Apo B-100) é sintetizada no fígado e secretada no plasma como parte da partícula da VLDL. Funciona como um sinal de reconhecimento que direciona a partícula da LDL para seus receptores no tecido periférico, retirando-a da circulação.

Essa apolipoproteína corresponde a cerca de 95% das proteínas encontradas na LDL e a 40% das proteínas da VLDL.

Concentrações aumentadas de Apo B-100 têm sido correlacionadas a maior fator de risco para doenças cardiovasculares e aterosclerose, indicando o número de partículas aterogênicas circulantes no plasma. Ou seja, suas concentrações são diretamente proporcionais ao risco cardiovascular do paciente.

Quando comparada com as determinações isoladas do LDL-C e do não HDL-C, a Apo B-100 é considerada uma ferramenta mais acurada para a avaliação do risco cardiovascular.

Ela pode ser solicitada, para melhor interpretação dos resultados e estudo dos lipídios, em conjunto com Apo A-I (razão Apo B-100/Apo A-I ), lipoproteína (a) e perfil lipídico.

Existem outras formas da Apolipoproteína B (como a Apo B-48, constituinte proteica de 5-20% do quilomícron, e sintetizada no intestino delgado), porém a mais importante e utilizada clinicamente é a Apo B-100.

    Indicações:
  • Avaliação do risco cardiovascular;
  • Diagnóstico de abetalipoproteinemia, hipobetalipoproteinemia e hiperbetalipoproteinemia;
  • Avaliação e estudo do metabolismo lipídico.

Como solicitar: Apolipoproteína B-100.

  • Orientações ao paciente: Não é necessário preparo específico;
  • Tubo para soro (tampa vermelha/amarela). Aguardar a devida retração do coágulo, centrifugar o tubo por 15 minutos e refrigerar (2-8 o C) a amostra em seguida;
  • Material: sangue;
  • Volume recomendável: 1,0 mL.
Texto alternativo para a imagem Figura 1. Tubo para soro - tampa vermelha - Ilustração: Caio Lima.
Texto alternativo para a imagem Figura 2. Tubo para soro - tampa amarela - Ilustração: Caio Lima.
  • Homens: 46,0-174,0 mg/dL;
  • Mulheres: 46,0-142,0 mg/dL.
    Observações! [cms-watermark]
  • Seus níveis tendem a aumentar com a idade; [cms-watermark]
  • Os valores de referência da Apo B-100 podem variar de acordo com laboratório clínico, sexo, idade, risco cardiovascular e metodologia utilizada. [cms-watermark]
  • As lipoproteínas plasmáticas alteram significativamente seus níveis durante a cateterização cardíaca. Sendo assim, é recomendado evitar a quantificação de lipoproteínas em um curto prazo após esse tipo de procedimento;
  • Amostras acentuadamente hemolisadas e/ou ictéricas podem prejudicar sua determinação;
  • Quando comparado com o perfil lipídico, seu custo é mais alto e sua disponibilidade comercial mais limitada;
  • Embora raramente, as gamopatias, notadamente por IgM (macroglobulinemia de Waldesntrom), podem levar a resultados espúrios.
    Condições associadas a um aumento da Apo B-100:
  • Hiperbetalipoproteinemia;
  • Gravidez;
  • Café;
  • Época do ano (outono e inverno).
    Condições associadas a uma diminuição da Apo B-100:
  • Abetalipoproteinemia (síndrome de Bassen-Kornzweig);
  • Hipobetalipoproteinemia;
  • Cirrose;
  • Desnutrição;
  • Hipertireoidismo;
  • Má absorção de lipídios.

Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).

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