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Definição:
O pró-BNP é uma proteína precursora (pró-hormônio), composta por uma cadeia de 108 aminoácidos, a qual sofre uma clivagem enzimática em dois produtos: o BNP (77-108) fisiologicamente ativo, e seu fragmento inativo N-terminal, o NT-próBNP (1-76).
Sinônimos: BNP (77-108); BNP fisiologicamente ativo; C-terminal BNP; C-BNP; Peptídeo natriurético cerebral; Peptídeo natriurético tipo B.
Existem três tipos principais de peptídeos natriuréticos: o tipo A produzido pelos átrios (ANP), o tipo B produzido pelos ventrículos (BNP) e o tipo C produzido pelo endotélio vascular (CNP).
O ANP e o BNP possuem atividade natriurética e diurética, antagonizando o sistema renina-angiotensina-aldosterona. Por ser mais específico, o BNP é o peptídeo mais estudado e utilizado na prática clínica.
O pró-BNP é uma proteína precursora (pró-hormônio), composta por uma cadeia de 108 aminoácidos, a qual sofre uma clivagem enzimática em dois produtos: o BNP (77-108) fisiologicamente ativo, e seu fragmento inativo N-terminal, o NT-próBNP (1-76).
Fisiologicamente, o pró-BNP é continuamente produzido e liberado, em pequenas concentrações, pelas células musculares cardíacas (cardiomiócitos) na corrente sanguínea.
Entretanto, quando ocorre um aumento anormal de tensão da parede ventricular (especialmente a do ventrículo esquerdo), o estiramento dos cardiomiócitos leva a uma liberação (proporcional ao grau do estiramento), na corrente sanguínea, do pró-BNP.
Existem ensaios direcionados tanto para a fração NT-próBNP quanto para o BNP, embora eles não sejam intercambiáveis (via de regra, seus resultados não devem ser comparados entre si diretamente).
Do ponto de vista laboratorial, a dosagem do NT-próBNP se mostra mais vantajosa que a do BNP. Além de admitir tanto soro ou plasma para sua determinação (os ensaios de BNP admitem apenas plasma), sua sensibilidade analítica é maior, apresentando menor imprecisão quando comparado ao BNP.
O NT-próBNP também tem meia-vida maior
in vivo
(60 a 120 minutos, contra 20 minutos do BNP) e estabilidade
in vitro
(até 2 dias em temperatura ambiente, enquanto o BNP é de apenas 4 horas), conferindo assim uma vantagem pré-analítica.
Outro ponto positivo do NT-próBNP é que, ao contrário do BNP, sua dosagem não é afetada pelos inibidores da Neprilisina (droga utilizada no arsenal terapêutico para o tratamento de insuficiência cardíaca). Ou seja, pacientes que fazem uso dessa classe de medicação devem ser acompanhados exclusivamente pelo NT-próBNP.
Como solicitar:
BNP.
Figura 1.
Tubo para plasma - EDTA (tampa roxa).
Há grande variabilidade interindividual (fatores genéticos) dos valores basais do BNP.
Amostras acentuadamente hemolisadas podem prejudicar a sua determinação laboratorial.
Apresenta uma meia-vida curta, de apenas aproximadamente 20 minutos.
Uma dosagem isolada possui menor valor clínico em comparação a análises seriadas de suas concentrações.
Anticorpos heterófilos podem interferir nas dosagens.
Do ponto de vista laboratorial, a dosagem do NT-próBNP se mostra mais vantajosa que a do BNP. Além de admitir tanto soro ou plasma para sua determinação (os ensaios de BNP admitem apenas plasma), sua sensibilidade analítica é maior, apresentando menor imprecisão quando comparado ao BNP.
Em indivíduos sem insuficiência cardíaca congestiva (ICC), níveis aumentados são associados ao sexo feminino, idade avançada e baixo índice de massa corpórea (IMC).
Pacientes com ICC sintomática, especialmente nas doenças crônicas e estabilizadas, podem ter os níveis de BNP dentro dos limites da normalidade.
A dosagem do BNP é afetada pelos inibidores da Neprilisina (droga utilizada no arsenal terapêutico para o tratamento de insuficiência cardíaca). Dessa forma, pacientes que fazem uso dessa classe de medicação devem ser acompanhados exclusivamente pelo NT-próBNP.
Aumento:
ICC; IAM; angina instável; insuficiência renal crônica; sepse;
cor pulmonale
; hipertensão pulmonar; tromboembolismo pulmonar; idade avançada; sexo feminino; IMC baixo.
Diminuição:
Insuficiência mitral aguda; obesos; mixoma atrial; estenose mitral; tratamento eficaz para ICC.
Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).
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