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Definição: A gonadotrofina coriônica humana (hCG) é uma glicoproteína heterodimérica, composta por duas subunidades (alfa e beta), ligadas por forças iônicas e hidrofóbicas. Ela é produzida principalmente pela placenta, mais especificamente pelo sinciciotrofoblasto.
Sinônimos:
ß-hCG quantitativo; Subunidade beta da gonadotrofina coriônica quantitativo; Gonadotrofina coriônica quantitativo; Gonadotropina coriônica quantitativo; Gonadotrofina coriônica humana quantitativo - subunidade beta; ß-hCG sérico quantitativo; Beta-hCG quantitativo - Sangue.
Fisiologicamente, dentre outras funções, a gonadotrofina coriônica humana (hCG) estimula a secreção da progesterona pelo corpo lúteo gravídico, até 3-4 semanas após a implantação do zigoto, o que mantém o endométrio secretor.
Após esse período, as células do sinciciotrofoblasto da placenta assumem essa produção (transferência lúteo-placentária). Na gravidez, a hCG promove a diferenciação trofoblástica.
Ela circula no sangue materno e é excretada intacta pelos rins, de modo que existem ensaios que podem determinar sua concentração tanto no soro quanto na urina.
Pode ser detectada de 2 a 3 dias após a implantação do zigoto (6 a 12 dias depois da ovulação). Em gestações normais, suas concentrações duplicam em média de 1,5 a 2,5 dias durante as primeiras 6 semanas de gestação, atingindo um pico em torno da 10 a semana. Após uma queda de seus níveis (em torno da 14 a semana), seus valores mantêm-se nivelados até o termo.
Pelo fato da subunidade alfa ser idêntica à encontrada em outros hormônios glicoproteicos hipofisários (LH
, FSH
e TSH
) e a subunidade beta ser exclusiva, ensaios específicos para a subunidade beta foram desenvolvidos, com a vantagem de não apresentarem reatividade cruzada entre os hormônios.
Como solicitar: ß-hCG quantitativo - Sangue.
Figura 1.
Tubo para soro - tampa vermelha.
Ilustração:
Caio Lima.
Figura 2.
Tubo para soro - tampa amarela.
Ilustração:
Caio Lima.
Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).
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