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Definição: É uma glicoproteína, produto do gene MUC1, que corresponde a determinadas sequências de mucinas, chamadas de mucinas epiteliais polimórficas (do inglês PEMs).
Sinônimos: Antígeno de câncer 15-3; Antígeno carboidrato 15-3; CA 15.3; CA 153; DF3; CA 15-3 - Sangue; CA 15-3 sérico.
Essas mucinas epiteliais polimórficas são expressas em excesso na superfície de células glandulares malignas. Daí vem a sua utilidade como um marcador tumoral, já que suas concentrações podem elevar-se nos adenocarcinomas, notadamente os associados à mama.
O CA 15-3, ao lado do CA 27.29
, é um dos marcadores mais sensíveis e específicos para o monitoramento do curso clínico e do tratamento em pacientes com câncer de mama metastático.
Concentrações mais altas de CA 15-3 estão associadas com estadiamentos mais avançados de câncer de mama, podendo também predizer desfechos adversos.
Nesses casos, uma elevação maior que 25% dos níveis séricos é considerada clinicamente significativa, que se correlaciona com a progressão do câncer em 80-90% das vezes.
Para uma melhor interpretação dos resultados, seus níveis devem ser sempre avaliados em conjunto com a história clínica, exame físico e resultados de outros exames complementares.
Como solicitar: CA 15-3.
Figura 1.
Tubo para soro - tampa vermelha.
Ilustração:
Caio Lima.
Figura 2.
Tubo para soro - tampa amarela.
Ilustração:
Caio Lima.
Observação!
Os valores de referência para o CA 15-3 podem variar de acordo com o laboratório clínico e a metodologia utilizada.
Os resultados obtidos entre os diferentes kits diagnósticos, métodos e laboratórios clínicos não são comparáveis entre si.
Seus valores podem aumentar, transitoriamente, durante o início do tratamento, sem, contudo, indicar falha da terapia.
Amostras acentuadamente hemolisadas podem prejudicar a sua determinação.
Nem todos os cânceres de mama aumentam as concentrações do CA 15-3.
Níveis elevados podem ser encontrados em pacientes saudáveis, doenças benignas e vários outros tipos de neoplasias.
Apresenta relativa baixa sensibilidade (29%) e especificidade (69%) para as neoplasias da mama em geral.
Até o momento, os dados disponíveis são insuficientes para se recomendar, de rotina, o uso desse marcador tumoral para a triagem, seguimento e avaliação de recidiva do câncer de mama.
Pacientes que fizeram uso recente de fluoresceína podem apresentar resultados falsamente elevados, notadamente os que possuem algum grau de insuficiência renal.
Sugere-se, a critério médico, a suspensão do uso de Biotina (vitamina B7) nas 72 horas que antecedem a coleta, pela possibilidade de interferência analítica em alguns ensaios.
A presença de anticorpos heterófilos na amostra pode gerar resultados espúrios.
Seus níveis devem ser sempre avaliados em conjunto com a história clínica, exame físico e com resultados de outros exames complementares.
Diminuição: Resposta ao tratamento.
Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).
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