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CK-MB

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Definição: É uma das três isoenzimas (isoformas) da CK , apresentando importância clínico-diagnóstica devido a sua relativa alta concentração no miocárdio.

Sinônimos: CK-2; CK 2 ; CK-MB2; CPK-MB; Creatino fosfoquinase-MB; Creatinoquinase-MB; CK fração MB; CK isoforma MB.

A CK é encontrada como um dímero de subunidades catalíticas, contendo altas concentrações no tecido muscular (cardíaco e estriado esquelético) e, em menores proporções, nos tecidos cerebral, pulmonar e intestinal.

Suas subunidades são denominadas M (músculo) e B (cérebro). Como resultado da combinação dessas subunidades, há a possibilidade da formação de três isoenzimas distintas: CK-BB (CK1), CK-MB (CK2) e CK-MM (CK3).

A proporção da CK-MB no músculo cardíaco é de cerca de 20%, e na musculatura estriada esquelética é de, apenas, 1% a 4%. O restante é composto de CK-MM que, por sua vez, é a maior constituinte das concentrações séricas normais da CK total. Já a CK-BB tem maior relevância no tecido cerebral, trato gastrintestinal, próstata e bexiga.

A CK-MB tem sensibilidade de 50%, na admissão do paciente, para o diagnóstico de infarto agudo do miocárdio (IAM). Coletas seriadas aumentam sua sensibilidade para 90%.

Suas concentrações elevam-se tipicamente antes de 3 a 4 horas após uma síndrome coronariana aguda (SCA), com pico sérico em 10 a 12 horas, retornando aos níveis basais em 24 a 36 horas.

    Indicações:
  • Como uma alternativa aceitável para o diagnóstico de IAM, notadamente pelo ensaio de massa, quando as troponinas de alta sensibilidade não estiverem disponíveis;
  • Inferência precoce da magnitude do IAM;
  • Na avaliação da eficácia da terapia de reperfusão miocárdica (após 90 minutos da terapia trombolítica, é esperado um aumento superior a duas vezes nas concentrações de CK-MB).

Como solicitar: CK-MB.

Observação! A dosagem da CK-MB pelo método atividade (imunoinibição) apresenta grande interferência com a Macro-CK (gerando falsas elevações), sendo altamente recomendável sua solicitação/realização, quando disponível, por sua massa (imunoensaio enzimático [IEE]). Ademais, a sensibilidade dos ensaios de massa da CK-MB é maior em relação à dos ensaios de atividade.

Observação! Quando a Troponina de ultrassensibilidade está disponível, dada a sua elevada sensibilidade e especificidade, a solicitação de outros marcadores para o diagnóstico de IAM (ex.: CK Total , mioglobina e, inclusive, a CK-MB) é, de maneira geral, desnecessária.

  • Orientações ao paciente: Evitar exercícios físicos antes da coleta. Não é necessário jejum;
  • Tubo para soro (tampa vermelha/amarela) ou tubo para plasma heparinizado (tampa verde). Aguardar a devida retração do coágulo, centrifugar a amostra e manter o material sob refrigeração (2-8 o C) (Figuras 1 a 3);
  • Material: Sangue;
  • Volume recomendável: 1,0 mL.
Texto alternativo para a imagem Figura 1. Tubo para soro - tampa vermelha


Texto alternativo para a imagem Figura 2. Tubo para soro - tampa amarela


Texto alternativo para a imagem Figura 3. Tubo para plasma heparinizado - tampa verde
  • < 5 ng/mL (pelos métodos de massa); [cms-watermark]
  • < 14 U/L (pelos métodos de atividade);
  • Observações!
    • O valor de referência deve ser estabelecido de acordo com uma linha de base individual, seguida de ensaios seriados após o evento suspeito (ex.: 0, 3, 6, 12 horas); [cms-watermark]
    • Os valores de referência da CK-MB podem variar de acordo com kit diagnóstico, Laboratório Clínico e metodologia utilizada;
    • A CK-MB é, normalmente, < 6% da CK Total.
  • Hemólise, níveis aumentados de CK-BB;
  • Ela eleva-se após danos em tecidos não cardíacos (ex.: musculatura lisa, esquelética), apresentando assim resultados falso-positivos nessas situações;
  • A macro-CK1 é uma macroenzima do tipo autoanticorpo, composta por complexos de imunoglobulinas de isoenzimas normais, encontrada majoritariamente em mulheres de idade avançada, pessoas com doença autoimune e portadores do vírus HIV, sem significado clínico aparente. A presença dela pode, ocasionalmente, interferir nos ensaios para a CK total e, principalmente, nos métodos de atividade da CK-MB (a metodologia de massa da CK-MB não sofre essa interferência);
  • Dessa forma, a presença dessa macromolécula pode gerar resultados falsamente elevados de CK e, notadamente, de CK-MB. Outra forma estruturalmente diferente de CK está presente nas mitocôndrias, também capaz de formar oligômeros, denominados macro-CK2, e que pode ser encontrada em pacientes com malignidades. Existem ensaios para a determinação direta da presença/ausência dessas macromoléculas, quando da sua suspeita; [cms-watermark]
  • Presença de anticorpos heterófilos;
  • A sensibilidade e a especificidade dos ensaios de massa da CK-MB são maiores em relação às dos ensaios de atividade;
  • Quando a Troponina de ultrassensibilidade está disponível, dada a sua elevada sensibilidade e especificidade, a solicitação de outros marcadores para o diagnóstico de SCA (ex.: CK Total , mioglobina e, inclusive, a CK-MB) é, de maneira geral, desnecessária.

Aumento: Síndrome coronariana aguda (SCA); miopatias crônicas; insuficiência renal crônica (IRC); exercícios físicos; injeções intramusculares; acidente vascular encefálico (AVE); pericardite; pneumonias; tromboembolismo pulmonar (TEP); pacientes com sintomas respiratórios agudos, nas primeiras horas da reperfusão miocárdica induzida por agente fibrinolítico.

Diminuição: Não se aplica.

Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).

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