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Chlamydophila pneumoniae IgM

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Definição: Bac téria intracelular obrigatória que apresenta tropismo pelas células do epitélio colunar (o qual reveste a maior parte das vias respiratórias). Antes denominada Chlamydia pneumoniae.

Sinônimos: Chlamydia pneumoniae IgM; C. pneumoniae IgM; CP - IgM; Sorologia IgM para Clamídia pneumoniae ; Anticorpos IgM para Clamídia pneumoniae ; Chlamydophila pneumoniae - Imunoglobulina M; Chlamydophila pneumoniae , Anticorpos IgM; Chlamydophila pneumoniae IgM Ab; Anticorpos IgM anti- Chlamydophila pneumoniae ; Chlamydophila pneumoniae IgM Sérica; Chlamydophila pneumoniae IgM - Sangue.

A Chlamydophila pneumoniae é um patógeno atípico, transmitido de pessoa para pessoa, sem nenhum outro reservatório animal. Essa infecção bacteriana pode cursar de forma assintomática, branda ou, em alguns casos, grave.

Ela pode causar quadros de pneumonia (cerca de 10% dos casos das pneumonias adquiridas na comunidade, especialmente em crianças e adultos jovens), bem como bronquite, faringite, febre de origem indeterminada, otite, doença semelhante à influenza, endocardite, miocardite.

Os anticorpos da classe das imunoglobulinas M (IgM) aparecem de 2 a 3 semanas após o início da manifestação clínica da doença, decaindo gradativamente até níveis indetectáveis em 2 a 6 meses.

Os anticorpos da classe das imunoglobulinas G (IgG) podem ser detectados de 6 a 8 semanas após o início dos sintomas, permanecendo positivos por tempo indeterminado. Após uma reinfecção, seus níveis podem aumentar em 1 a 2 semanas.

Um aumento ≥ 4 vezes dos títulos de IgG entre as fases aguda e convalescente (com 1 a 2 semanas de intervalo) da doença são compatíveis com infecção aguda.

O isolamento em cultivo celular e técnicas moleculares também estão disponíveis para o auxílio diagnóstico da infecção.

    Indicações:
  • Avaliação e acompanhamento de infecções agudas, recentes e reinfecções;
  • Auxílio da investigação do estado sorológico.
    Como solicitar: Chlamydophila pneumoniae IgM.
  • Orientações ao paciente: N ão é necessário nenhum preparo específico;
  • Tubo para soro (tampa vermelha/amarela). Aguardar a completa retração do coágulo, centrifugar o tubo que contém a amostra por 15 minutos, mantendo-a sob refrigeração (2 a 8°C);
  • Material: Sangue;
  • Volume recomendável: 1 mL.
Texto alternativo para a imagem Figura 1. Tubo para soro - tampa vermelha - Ilustração: Caio Lima.
Texto alternativo para a imagem Figura 2. Tubo para soro - tampa amarela - Ilustração: Caio Lima.

Não reagente.

Observação! Os pontos de corte dos títulos de anticorpos IgM anti-Chlamydophila pneumoniae podem variar de acordo com o Laboratório Clínico, o kit diagnóstico e a metodologia utilizada.

Os testes sorológicos para C. pneumoniae podem apresentar sensibilidade limitada, notadamente em crianças.

Amostras acentuadamente hemolisadas, ictéricas, lipêmicas e/ou inativadas pelo calor podem prejudicar a determinação dos resultados.

Reações cruzadas podem ocorrer com outras espécies de Chlamydia , Mycoplasma , Bartonella e Yersinia .

Em alguns casos de reinfecção, a IgM pode não apresentar elevação.

Amostras coletadas muito precocemente, na fase bem inicial da doença, podem apresentar baixos títulos de anticorpos, promovendo resultados falso-negativos. Se a suspeita diagnóstica permanecer, uma outra coleta deverá ser realizada em 10 a 21 dias, a fim de se avaliar o aumento da titulação dos anticorpos IgM e a soroconversão para os IgG .

Seus resultados devem ser sempre correlacionados com história, dados clínicos e laudo de outros exames complementares.

Reagente: Infecção aguda/recente; reinfecção.

Não reagente: Infecção aguda (títulos ainda não detectáveis ou reinfecção); infecção passada; indivíduos sem contato prévio.

Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).

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