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Classificação de Robson

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Com o aumento das taxas de cesárea e, mais recentemente, a dúvida sobre a possibilidade de a mãe, unilateralmente, escolher a via de parto, mesmo sem indicação médica, tornou-se importante a elaboração de critérios técnicos para tentar minimizar os altíssimos índices de cesárea no mundo inteiro, visando à diminuição das complicações, à proteção materna e fetal e à proteção jurídica da equipe médica. A classificação de Robson foi criada em 2001 com esses fundamentos. [cms-watermark]

Sinônimos: [cms-watermark]

  • Classificação de Robson;
  • Tabela de Robson;
  • Critérios de Robson para cesárea;
  • Classificação de Robson modificada. [cms-watermark]

A Classificação de Robson foi elaborada para padronizar e aprimorar a análise das taxas de cesárea, sem considerar indicações clínicas específicas, propiciando que a instituição categorize as gestantes em grupos e subgrupos. A paciente será classificada de acordo com os seus antecedentes obstétricos e as características de sua gravidez atual.

Para todas as gestantes que comparecem às maternidades para a realização do parto. Nas internações clínico-obstétricas, não se faz necessária, a menos que a paciente precise, durante sua internação, ser submetida ao parto, podendo ser classificada a partir de então.

Categoria da Gravidez [cms-watermark]
Gravidez única cefálica
Gravidez única pélvica
Gravidez única transversal ou oblíqua
Gestações múltiplas
Antecedente Obstétrico
Nulípara
Multípara (sem cicatriz de cesárea anterior)
Multípara (com cicatriz de cesárea anterior)
Evolução do Trabalho de Parto e Parto
Trabalho de parto espontâneo
Trabalho de parto induzido
Cesárea antes do parto (eletiva ou emergência)
Gestação Atual
Idade gestacional em semanas completas no momento do parto

Categorias de acordo com as variáveis descritas.

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Quando a paciente chegar à maternidade, realizar avaliação obstétrica e classificá-la em uma das dez categorias da classificação de Robson.

Atenção especial deve ser dirigida para o grupo 1, visto ser o grupo com maiores estudos e controvérsias quanto à conduta. São aquelas pacientes com gestações a termo que chegam em trabalho de parto espontâneo. O foco para diminuição de taxas de cesáreas, talvez desnecessárias, deve ser para esse grupo.

A classificação de Robson é simples, não necessita de materiais complicados ou tecnologia avançada.

A possibilidade de classificar as pacientes permite que a unidade de saúde crie estratégias individuais para a redução do número de cesáreas desnecessárias por meio de comparações temporais.

No Brasil, de um modo geral, as maiores concentrações estão nos grupos 1 e 5.

A classificação leva em consideração antecedentes obstétricos e a gestação atual, não levando em conta as características dos desfechos, se foram favoráveis ou não.

Não há contraindicação ao uso da classificação.

Autoria principal: João Marcelo Coluna (Ginecologia e Obstetrícia, com mestrado em Fisiopatologia).

    Revisão: [cms-watermark]
  • Camilla Luna (Ginecologista e Obstetra pela UERJ e FEBRASGO, especialista em Reprodução Humana pela AMB; [cms-watermark]
  • Ana Luiza Leal (Ginecologista, Obstetra e Mastologista). [cms-watermark]

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