' Cobre - Urina de 24 horas - Prescrição
Conteúdo copiado com sucesso!

Cobre - Urina de 24 horas

Voltar

Definição: O cobre é um metal de transição essencial, presente em todas as células do organismo, sendo o terceiro elemento-traço mais abundante no corpo humano, atrás do zinco e do ferro.

Sinônimos: Cobre urinário de 24 horas; cobre urinário - 24 horas; Cu - urina de 24 horas; cuprúria de 24 horas.

O cobre participa de inúmeros processos bioquímicos, notadamente na utilização celular do oxigênio, replicação dos ácidos nucleicos, manutenção da integridade das membranas celulares, no sequestro de radicais livres.

Está associado a várias metaloenzimas, sendo que cerca de 65-90% do cobre sérico são encontrados ligados à ceruloplasmina.

Uma vez ingerido pela dieta (carnes, frutos do mar, castanhas), apresenta absorção gástrica e intestinal. No corpo, é encontrado em maiores proporções no fígado e músculos. Apesar de sua excreção ocorrer, principalmente, pelo sistema biliar, alguma quantidade de cobre é eliminada na urina.

Outros exames que podem ser utilizados para se avaliar o metabolismo do cobre são: Cobre sérico, ceruloplasmina e biopsia hepática (a fim de determinar suas concentrações no fígado).

    Indicações:
  • Auxílio diagnóstico e avaliação da eficácia da terapia quelante de cobre na doença de Wilson;
  • Útil na avaliação da doença de Menke e em deficiências dietéticas de cobre;
  • Acompanhamento de pacientes que suplementem zinco ou que estejam em terapia parenteral;
  • Investigação de doenças biliares obstrutivas;
  • Avaliação da toxicidade aguda ou crônica pelo cobre.

Como solicitar: Cobre - urina de 24 horas.

  • Orientações ao paciente:
    • Manter rotina, dieta e hidratação diária habitual (salvo se solicitada pelo médico dieta específica);
    • No início do período da colheita, esvaziar a bexiga, desprezando esta micção, e anotar a hora;
    • Após esse procedimento, coletar toda a urina produzida no frasco coletor sem conservante e livre de metais, fornecido pelo laboratório. Evitar a contaminação com fezes durante a coleta, e manter a urina sob refrigeração por todo o período;
    • No fim do período, exatamente na hora em que ele foi iniciado no dia anterior, coletar essa última micção no frasco;
    • Em seguida, levar ao laboratório, que deverá medir e informar no resultado do exame o volume urinário total coletado.
  • Frasco coletor: deve ser apropriado para a urina de 24 horas, sem conservantes e livre de metais;
  • Material: urina de 24 horas;
  • Volume recomendável: não há volume recomendável preestabelecido para a urina de 24 horas, devendo apenas ser devidamente coletada e armazenada. Aliquotar 5 mL do volume total.

Observação! As recomendações de coleta podem variar entre os laboratórios clínicos.

De 15-60 µg/24 horas.

  • Os valores de referência do cobre na urina de 24 horas podem variar de acordo com o laboratório clínico e a metodologia utilizada.

Altas concentrações de bário podem interferir nas dosagens. Desse modo, pacientes que fizeram uso recente de contrastes radiológicos que contenham bário devem aguardar 96 horas para a coleta da urina.

A biópsia hepática é, geralmente, essencial para o diagnóstico da doença de Wilson.

Aumento: Doença de Wilson; doença de Menke; toxicidade aguda ou crônica pelo cobre; cirrose indiana da infância; hepaties; cirrose biliar primária; hemocromatose; tireotoxicose; estados inflamatórios/infecciosos; malignidades; gravidez; uso de Histidina e outros aminoácidos; drogas (Captopril, Penicilamina, Cisplatina, Dimercaprol, anticoncepcionais orais, estrogênios).

Diminuição: Hipoproteinemias; desnutrição; má absorção; alta suplementação de zinco.

Autor(a) principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).

Jacobs DS, DeMott WR, Oxley DK. Jacobs & DeMott laboratory test handbook with key word index. 5th ed. Hudson: Lexi-Comp Inc., 2001.

Kanaan S. Laboratório com interpretações clínicas. 1a ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2019.

Lech T, Sadlik JK. Contribution to the data on copper concentration in blood and urine in patients with Wilson's disease and in normal subjects. Biol Trace Elem Res. 2007; 118(1):16-20.

McPherson RA, Pincus MR. Henry's clinical diagnosis and management by laboratory methods. 23rd ed. St. Louis: Elsevier, 2017.

Rifai N, Horvath AR, Wittwer CT. Tietz Textbook of Clinical Chemistry and Molecular Diagnostics. 6th ed. Philadelphia: Elsevier, 2018.