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Definição: Proteína que desempenha papel central no sistema complemento como um todo, estando envolvida na ativação de todas as suas três vias: a clássica, a alternativa e a via da lectina ligante de manose.
Sinônimos: Componente C3 do complemento; C3; Complemento C3; C3 sérico; Complemento sérico C3; C3 - Sangue.
O sistema complemento é representado por um grupo de glicoproteínas produzidas, majoritariamente, pelo fígado, que fazem parte da imunidade natural (inata) do organismo.
Ele consiste em um complexo mecanismo de interação de diferentes proteínas séricas em conjunto com proteínas da superfície celular, com a finalidade de auxiliar a defesa do organismo.
Essas glicoproteínas atuam como mediadores inflamatórios (reativos de fase aguda) e imunológicos, modulando a defesa inata do organismo pela identificação, inativação e eliminação de patógenos.
Por meio de uma ativação proteolítica, uma cascata enzimática é desencadeada, produzindo mediadores inflamatórios e opsoninas, que promovem, em última análise, a lise celular de patógenos.
Esse complexo sistema pode ser ativado por um ou mais desses três diferentes mecanismos: via clássica, via alternativa e via da lectina ligante de manoses.
Existem basicamente dois tipos de ensaios para a quantificação do complemento: aqueles que estabelecem a atividade funcional e os que determinam a atividade antigênica de suas proteínas, cada qual com as suas vantagens e desvantagens. Em linhas gerais, os níveis antigênicos refletem de forma acurada a capacidade funcional de um componente.
O C3 representa cerca de 70% do total das proteínas do sistema complemento. Avaliações seriadas de suas concentrações apresentam maior valor clínico do que uma dosagem isolada.
Redução concomitante dos valores de C3 e C4
indicam uma ativação da via clássica do complemento. Valores diminuídos de C3, com níveis normais de C4, sugerem ativação da via alternativa do complemento. Níveis indetectáveis de C3 indicam deficiência congênita.
A fim de obter uma melhor avaliação e interpretação dos resultados, geralmente, o complemento C3 é solicitado em conjunto com o complemento total
e o complemento C4.
Como solicitar: Complemento C3 - Sangue.
Figura 1.
Tubo para soro - tampa vermelha.
Ilustração:
Caio Lima
Figura 2.
Tubo para soro - tampa amarela.
Ilustração:
Caio Lima
80 a 170 mg/dL.
Em alguns casos, o resfriamento a 0ºC pode ativar o sistema complemento, reduzindo sua atividade.
Dependendo da metodologia, as frações biologicamente ativas e inativas podem ser detectadas, produzindo desfechos inconsistentes.
Os componentes do complemento podem ser degradados, se expostos a altas temperaturas, ocasionando resultados falsamente baixos se não acondicionados corretamente.
Resultados não compatíveis com a clínica devem ser repetidos em uma nova amostra, tendo em vista a possibilidade de inadequações da fase pré-analítica (coleta, armazenamento, transporte).
Amostras acentuadamente lipêmicas podem prejudicar a sua determinação.
Avaliações seriadas de suas concentrações têm maior valor clínico do que uma dosagem isolada.
Existem basicamente dois tipos de ensaios para a quantificação do complemento: aqueles que estabelecem a atividade funcional e os que determinam a atividade antigênica de suas proteínas, cada qual com as suas vantagens e desvantagens. Em linhas gerais, os níveis antigênicos refletem de forma acurada a capacidade funcional de um componente.
Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).
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