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Dengue (Antígeno NS1)

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Definição: É uma doença febril aguda, considerada uma arbovirose edêmica, com principal via de transmissão constituida pela picada da fêmea dos mosquitos Aedes aegypt e Aedes albopictus .

Sinônimos: Antígeno NS1; Dengue - NS1; NS1; Proteína não Estrutural 1 - Dengue.

É um vírus de material genético RNA, membro da família Flaviviridae , do gênero Flavivirus , que apresenta quatro diferentes sorotipos (DENV1, 2, 3 e 4). Importante! Observar que a infecção por um sorotipo não confere imunidade duradoura aos outros, mas apenas parcial e temporariamente.

A dengue apresenta um período de incubação que pode oscilar entre 3-14 dias, cuja apresentação clínica é muito variável, desde quadros assintomáticos/oligossintomáticos até formas graves da doença.

O antígeno NS1 (do inglês, nonstructural protein 1 ) é uma proteína viral, importante marcador de viremia, detectável no soro durante a fase clínica inicial, principalmente entre o 1º e o 7º dias após o aparecimento dos sintomas.

Nos casos de uma sorologia IgM negativa, especialmente, mas não exclusivamente, em pacientes com suspeita clínico-epidemiológica e evolução grave, a determinação do antígeno NS1 é importante, já que a febre hemorrágica pode ocorrer no período que os anticorpos ainda não são detectáveis.

Sua solicitação em conjunto com o anticorpo IgM e IgG aumenta a sensibilidade do teste, em virtude de estes apresentarem um período de sobreposição de reatividade.

Técnicas moleculares de detecção de material genético, assim como isolamento e tipagem viral, também podem ser utilizadas para o diagnóstico, principalmente no início da infecção (primeiros 5 dias dos sintomas).

    Indicações:
  • Diagnóstico sorológico da infecção aguda ou recente;
  • Pacientes com anticorpo IgM negativo para dengue, notadamente com suspeita clínico-epidemiológica e evolução grave;
  • Diagnóstico diferencial de infecções agudas causadas por outras arboviroses (ex.: zika, chikungunya, febre amarela) e outras doenças febris.

Como solicitar: Dengue - Antígeno NS1.

  • Se possível, o médico deverá especificar qual a metodologia requisitada (imunocromatografia "teste rápido" ou ELISA).
  • Orientações ao paciente: não é necessário nenhum preparo específico;
  • Tubo para soro (tampa vermelha/amarela);
  • Material: sangue;
  • Volume recomendável: 1,0 mL.

Não reagente.

Existem basicamente duas metodologias disponíveis comercialmente (imunocromatografia "teste rápido" e ELISA). A técnica imunocromatográfica é qualitativa, já a ELISA é quantitativa. Cada uma apresenta características analíticas e pontos de corte distintos. Deve-se entrar em contato com o laboratório clínico para informações específicas.

Sua sensibilidade é variável, de acordo com o sorotipo.

Reações cruzadas com outros flavivírus podem gerar resultados falso-positivos.

Seus resultados devem ser correlacionados com o quadro clínico, história epidemiológica e outros exames complementares.

Reagente: Infecção aguda ou recente (< 7 dias).

Não reagente: Indivíduos não infectados; infecção recente (> 7 dias); pacientes com história de contato prévio.

Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).

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