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Definição: É uma doença febril aguda, considerada uma arbovirose edêmica, cuja principal via de transmissão é constituída pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti e do Aedes albopictus .
Sinônimos: Dengue - Sorologia IgM; Dengue - Anticorpo IgM; Anticorpos Anti-Dengue IgM; DENV IgM.
É um vírus de material genético RNA, membro da família
Flaviviridae
, gênero
Flavivirus
, que apresenta quatro diferentes sorotipos (DENV1, 2, 3 e 4). Importante observar que a infecção por um sorotipo não confere imunidade duradoura aos outros, mas apenas parcial e temporariamente.
A dengue apresenta um período de incubação que pode oscilar entre 3 a 14 dias, cuja apresentação clínica é muito variável, desde quadros assintomáticos/oligossintomáticos até formas graves da doença.
Em média, cerca de 5 a 8 dias após o início dos sintomas da infecção primária, os anticorpos IgM podem ser detectados no soro, persistindo circulantes por aproximadamente 60 dias (em alguns casos por mais de 90 dias).
Os anticorpos IgG são observados após aproximadamente 14 dias do início dos sintomas, podendo permanecer detectáveis indefinidamente. No curso de uma infecção secundária, os anticorpos IgG aumentam precocemente e em maiores títulos do que os do tipo IgM. Já na terciária, os títulos de IgM podem ser ainda mais baixos, ou mesmo ausentes.
Geralmente, os anticorpos IgM e IgG para dengue são solicitados em paralelo, proporcionando assim uma melhor interpretação sorológica. Em alguma situações, a requisição deles, em conjunto com a do antígeno NS1, aumenta a sensibilidade diagnóstica, em virtude dos mesmos apresentarem um período de sobreposição de reatividade.
Técnicas moleculares (ex.: RT-PCR ) para a detecção do material genético, assim como o isolamento e tipagem viral, também podem ser utilizadas para o diagnóstico, principalmente no início da infecção (primeiros 5 dias dos sintomas).
Como solicitar: Dengue - IgM.
Não reagente.
Amostras acentuadamente hemolisadas, ictéricas, lipêmicas ou inativadas pelo calor podem prejudicar as análises.
Existem diferentes metodologias disponíveis, com desempenhos analíticos e características distintas.
A técnica imonocromatográfica é qualitativa, já a ELISA é quantitativa. Ambas são amplamente disponíveis comercialmente.
Outros métodos indiretos também foram descritos, apesar da sua pouca disponibilidade, como a inibição da hemaglutinação (IH) e o teste de neutralização por redução de placas (PRNT). Deve-se entrar em contato com o laboratório clínico para informações específicas.
Resultados falso-negativos podem ocorrer, especialmente quando a coleta for realizada antes dos primeiros 5 dias de doença (janela imunológica). Se a suspeita diagnóstica ainda persistir, uma nova amostra deverá ser coletada no 10 o dia de doença.
Um resultado negativo não exclui de maneira definitiva o diagnóstico de dengue aguda.
Reações cruzadas com outros flavivírus podem gerar resultados falso-positivos.
Seus resultados devem ser correlacionados com o quadro clínico, história epidemiológica e outros exames complementares.
A vacinação recente para febre amarela pode causar resultados falso-positivos.
Resultados falso-positivos podem ocorrer em pacientes infectados pelo vírus SARS-CoV-2.
A dinâmica da produção de anticorpos pode variar entre os pacientes e o tipo de infecção (ex.: primária, secundária, terciária).
Resultados positivos, em pacientes que foram submetidos a transfusões recentes de hemocomponentes, devem ser interpretados com cautela.
Reagente: Infecção aguda ou recente.
Não reagente:
Indivíduos não infectados; janela imunológica; possibilidade na dengue secundária ou, principalmente, terciária; infecção passada.
Autoria principal:
Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).
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