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Dosagem Sérica de Fenitoína (Total)

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Definição: A fenitoína é um medicamento anticonvulsivante utilizado, principalmente, para o tratamento e a prevenção de convulsões tônico-clônicas generalizadas, crises parciais simples e complexas.

Sinônimos: Nível Sérico de Fenitoína; Dosagem Sérica de Fenitoína Sódica; D osagem de Fenitoína; Dosagem de Hidantoína; Dosagem de Difenil-hidantoína; Dosagem Sérica de Fenitoína - Sangue.

Aparentemente o mecanismo de ação anticonvulsivante da Fenitoína baseia-se na redução dos influxos de sódio e cálcio seletivamente em neurônios epileptogênicos no sistema nervoso central, reduzindo, assim, a sua excitabilidade e prolongando o período refratário.

Ela é armazenada no cérebro, transportada na circulação ligada às proteínas plasmáticas (90 a 95%), principalmente à albumina , apresentando metabolização hepática e eliminação renal. Tem volume de distribuição de 0,65 L/kg, apresentando biodisponibilidade variável (30 a 95%) e dieta-dependente, com meia-vida (dose dependente) de cerca de 24 horas.

Apenas a forme livre (não ligada) é biologicamente ativa. Apesar disso, ela não necessita ser solicitada de rotina, já que apenas em algumas situações sua dosagem na forma livre é essencial (ex.: hipoalbuminemia, condições em que pode haver alguma alteração na sua ligação com proteínas plasmáticas, insuficiência renal).

Pode apresentar efeitos colaterais tóxicos, como, por exemplo: nistagmo, diplopia, ataxia, convulsões paradoxais, torpor, coma.

    Indicações: [cms-watermark]
  • Monitoramento da adesão ao tratamento, dos níveis terapêuticos e de toxicidade;
  • Individualização da dose medicamentosa. [cms-watermark]

Como solicitar: Dosagem Sérica de Fenitoína (Total).

  • Orientações ao paciente: Não é necessário nenhum preparo específico. Coletar imediatamente antes da administração da próxima dose ou a critério médico. Anotar dia e hora da última dose, além de outros medicamentos em uso; [cms-watermark]
  • Tubo para soro (tampa vermelha/amarela) sem gel separador. Aguardar a devida retração do coágulo, centrifugar a amostra por 15 minutos, aliquotar o soro em um tubo de plástico em até 2 horas após a coleta, e manter o material sob refrigeração (2 a 8°C);
    • Observação! Para fins de monitoramento terapêutico, é importante utilizar o mesmo intervalo de tempo entre a administração da dose e a coleta do material, para comparação seriada;
  • Material: Sangue; [cms-watermark]
  • Volume recomendável: 1 mL. [cms-watermark]
Texto alternativo para a imagem Figura 1. Tubo para soro - tampa vermelha - Ilustração: Caio Lima.
Texto alternativo para a imagem Figura 2. Tubo para soro - tampa amarela - Ilustração: Caio Lima.
    Nível terapêutico:
  • Neonatos: 8 a 15 microgramas/mL;
  • Crianças e adultos: 10 a 20 microgramas/mL.

Nível tóxico: > 20 microgramas/mL.

Nível crítico: 30 microgramas/mL.

    Observações:
  • Os valores de referência para a fenitoína podem variar de acordo com a idade, o Laboratório Clínico e a metodologia utilizada;
  • Ocasionalmente manifestações de toxicidade podem ocorrer em conformidade com os limites terapêuticos;
  • Alguns pacientes, para o adequado controle de sua doença de base, podem requerer concentrações de Fenitoína fora do intervalo terapêutico convencional.

Apenas a forme livre (não ligada) é biologicamente ativa. Apesar disso, ela não necessita ser solicitada de rotina, já que apenas em algumas situações sua dosagem na forma livre é essencial (ex.: hipoalbuminemia, condições em que pode haver alguma alteração na sua ligação com proteínas plasmáticas, insuficiência renal).

A relação entre as concentrações séricas com a dose diária ingerida não é linear (cinética de ordem zero). Dessa maneira, pequenos aumentos na dosagem podem acarretar grandes elevações das concentrações séricas.

Amostras acentuadamente hemolisadas podem prejudicar nos resultados do exame.

Ocasionalmente manifestações de toxicidade podem ocorrer em conformidade com os limites terapêuticos.

Alguns pacientes, para o adequado controle de sua doença de base, podem requerer concentrações de Fenitoína fora do intervalo terapêutico convencional.

O gel separador contido em alguns tubos para soro podem adsorver a Fenitoína, reduzindo falsamente suas concentrações séricas entre 20 e 50% após 24 horas em 4°C.

Os genótipos CYP2C9 e CYP2C19 que codificam baixa capacidade enzimática foram associados a um aumento clinicamente relevante na concentração plasmática de Fenitoína.

    Aumento → Terapia com fenitoína associada a:
  • Administração de dose excessiva;
  • Insuficiência renal;
  • Genótipos CYP2C9 e CYP2C19 ;
  • Medicamentos e outras substâncias (salicilatos, Ácido valproico, Acetazolamida, Ceftriaxona, Cimetidina, Dissulfiram, Trazodona, Etanol, Halotano, Fenilbutazona, Ibuprofeno, Azapropazona, Amiodarona, Imipramina, Miconazol, Metronidazol, Nifedipina, Cloranfenicol, Trimetroprima, sulfonamidas).
    Diminuição → Terapia com Fenitoína associada a:
  • Não adesão ao tratamento;
  • Nutrição enteral prolongada;
  • Medicamentos (Rifampicina, Cisplatina, Vimblastina, Bleomicina, Ácido fólico, Oxacilina, Nitrofurantoína).

Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).

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