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Definição: O Cloridrato de Lidocaína é uma medicação muito usada como anestésico local. Além dessa indicação, ela também é empregada como um antiarrítmico (arritmias ventriculares e fibrilação ventricular), advindo da sua propriedade em reduzir a velocidade de despolarização diastólica ventricular.
Sinônimos: Nível Sérico de Lidocaína; Dosagem Sérica de Cloridrato de Lidocaína; Nível Sérico de Cloridrato de Lidocaína; Dosagem de Lidocaína - Sangue; Dosagem de Lidocaína - Soro; Nível de Lidocaína - Sangue; Nível de Lidocaína - Soro.
O mecanismo de ação da lidocaína como anestésico local está ligado à sua capacidade em estabilizar a membrana neuronal (ela inibe o fluxo de íons implicados na condução e na transmissão dos impulsos nervosos).
Devido ao seu alto coeficiente de extração e de metabolização hepática de primeira passagem (90% dessa substância sofre alteração no fígado por N-dealquilação), as suas vias de administração são a intramuscular e a endovenosa.
Apresenta meia-vida de 1,5 a 2 horas, com 60 a 80% de ligação proteica (principalmente a alfa-1-glicoproteína ácida ), demorando cerca de 5 a 8 horas para alcançar sua concentração sérica máxima e sendo eliminada pela via renal. Ela apresenta dois metabólicos ativos: a monoetilglicinexilidina (MEGX) e a glicinexilidina.
Seus efeitos tóxicos (particularmente devido à acumulação de MEGX) podem incluir convulsão, bloqueio atrioventricular, hipotensão, depressão cardiovascular e respiratória, tremores, coma. A concentração sérica da Lidocaína deve ser correlacionada ao estado clínico do paciente.
Figura 1.
Tubo para soro - tampa vermelha.
Ilustração:
Caio Lima
Figura 2.
Tubo para soro - tampa amarela.
Ilustração:
Caio Lima
Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).
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