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Fator II da Coagulação (Protrombina)

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Definição: Também conhecida como protrombina, essa proteína é sintetizada no fígado e pertence à via comum da coagulação (assim como os fatores I, V e X ).

Sinônimos: Fator 2; Fator II - Atividade; Pró-trombina; Protrombina Plasmática; Protrombina - Sangue.

A protrombina é um fator dependente da vitamina K (assim como os fatores VII , IX e X ). Ela apresenta uma meia-vida plasmática de, aproximadamente, 72 horas (48 a 120 horas).

Sua ativação para a formação de trombina (IIa) ocorre pelo fator X ativado, que exige o fator V como um cofator. Por sua vez, na etapa final, a trombina (IIa) converte o fator I (fibrinogênio) em fibrina.

Usualmente é necessário um decréscimo de aproximadamente 50% dos níveis de protrombina para que o tempo de protrombina (TAP/INR) seja prolongado.

Testes moleculares estão disponíveis para a avaliação de mutação do gene G20210A da protrombina.

    Indicações:
  • Avaliação de um prolongamento isolado do tempo de protrombina (TAP/INR) ou em conjunto com o alargamento do tempo de tromboplastina parcial ativada;
  • Investigação de causas hereditárias (raras) ou adquiridas de deficiências do fator II;
  • Avaliação da via extrínseca e comum da coagulação.

Como solicitar: Fator II da Coagulação ou Protrombina.

  • Orientações ao paciente: Não é necessário nenhum preparo específico. Informar sobre uso de medicações (em especial o uso de anticoagulantes), história pessoal ou familiar de sangramentos/trombose, resultados de coagulogramas anteriores realizados;
  • Tubo para plasma (tampa azul-clara - Citrato de sódio a 3,2%). Coletar logo após o tubo sem aditivo ou hemocultura (se houver) e antes de todos os outros na ordem de coleta. Proceder à homogeneização do tubo por inversão (4 vezes), delicadamente. Centrifugar, separar o plasma das células em um tubo de transporte. Repetir esse procedimento de centrifugação e separação do plasma mais uma vez, transferindo o sobrenadante para um outro tubo de transporte (plasma pobre em plaquetas). Manter a amostra congelada (-20°C) durante o armazenamento e transporte;
  • Material: Sangue;
  • Volume recomendável: 2 mL.
Texto alternativo para a imagem Figura 1. Tubo para soro - tampa azul clara. Ilustração: Caio Lima
  • 70 a 120%;
  • Observações: [cms-watermark]
    • Recém-nascidos podem apresentar níveis mais baixos; [cms-watermark]
    • Os valores de referência para a protrombina podem variar de acordo com o Laboratório Clínico e a metodologia utilizada.

Amostras acentuadamente hemolisadas, lipêmicas ou ictéricas podem prejudicar o resultado do exame.

Amostras não adequadamente coletadas (ex.: preenchimento incompleto do tubo de coleta), centrifugadas e/ou armazenadas podem interferir no desfecho do teste.

Ciclos de congelamento e descongelamento da amostra prejudicam os resultados.

O uso de anticoagulantes e a presença de anticoagulante lúpico podem interferir nos resultados em algumas metodologias.

A contaminação da amostra por plaquetas pode ocasionar resultados espúrios.

Pode não existir uma relação direta entre os níveis de deficiência da protrombina e a gravidade das manifestações hemorrágicas.

    Aumento:
  • Mutação do gene G20210A da protrombina;
  • Concentrado de complexo protrombínico;
  • Plasma fresco congelado.
    Diminuição:
  • Deficiência hereditária homozigótica ou heterozigótica;
  • Disfunção hepática;
  • Deficiência de vitamina K;
  • Coagulação intravascular disseminada;
  • Anticoagulante lúpico;
  • Anticorpos contra o fator II;
  • Transfusões maciças de sangue;
  • Fibrinólise patológica;
  • Má absorção;
  • Medicamentos (ex.: Varfarina, Heparina).

Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).

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