'
Definição: Os vírus linfotrópicos humanos de células T tipos 1 (HTLV-1) e 2 (HTLV-2) são retroviroses com potencial oncogênico, associadas a leucemia/linfoma de células T do adulto (ATL), bem como a algumas doenças inflamatórias não neoplásicas, como a mielopatia associada ao HTLV-1 (HAM, do inglês human T-lymphotropic virus type 1-associated myelopathy )/paraparesia espástica tropical (TSP, do inglês tropical spastic paraparesis ) e a uveíte pelo HTLV-1 (HU).
Sinônimos: Vírus Linfotrópico Humano de Células T Tipos 1 e 2; HTLV 1/2; HTLV I/II; HTLV I e II, Anticorpos; Anti-HTLV I e II; HTLV I e II, Ab; Pesquisa de Anticorpos - HTLV I e II; Anticorpos Anti-HTLV I e II.
Existem quatro subtipos de HTLV, sendo os tipos 1 e 2 os mais comuns. Eles podem ser transmitidos por via sexual, hemotransfusão, compartilhamento de seringas/agulhas, verticalmente ou pelo leite materno. Menos de 5% das pessoas infectadas desenvolvem algum tipo de doença relacionada aos vírus, o que pode acontecer mesmo após anos da infecção.
Uma vez estabelecida, a infecção pelo HTLV permanece por toda a vida (na maioria das vezes de maneira assintomática), mantendo assim esses pacientes como reservatórios dos vírus, dando continuidade à cadeia de contágio.
Esse é um teste qualitativo, utilizado para triagem, que detecta anticorpos IgG específicos contra ambos os tipos de HTLV por metodologias como a ELISA (do inglês
e
nzyme-linked immunosorbent assay
), EIM (enzimaimunoensaio) ou CLIA (quimioluminescência), sem, contudo, ter a capacidade discriminatória entre os subtipos. A confirmação diagnóstica e a definição do tipo do vírus deve ser feita, por exemplo, pela reação em cadeia da polimerase (PCR) ou pelo
Western Blot
(WB).
Como solicitar:
HTLV I e II (triagem).
Figura 1.
Tubo para soro - tampa vermelha.
Ilustração:
Caio Lima
Figura 2.
Tubo para soro - tampa amarela.
Ilustração:
Caio Lima
Não reagente.
Observação!
Os pontos de corte dos títulos de anticorpos anti-HTLV I e II podem variar de acordo com o laboratório clínico e a metodologia utilizada.
Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).
Soriano V, Mendoza C, Spanish HTLV Network. Screening for HTLV-1 infection should be expanded in Europe. Int J Infect Dis. 2024; 140:99-101.
Martins ML, Barbosa-Stancioli EF, Silva-Malta MCF, et al. The importance of confirmatory assays in testing blood donors for human T-cell lymphotropic virus. Vox Sang. 2024; 119(3):257-64.
Ministério da Saúde (BR). Detecção pré-natal de infecção pelo vírus T-linfotrópico humano (HTLV) 1/2 em gestantes. Relatório de Recomendação Procedimento n
o
880 CONITEC. Brasília: MS; 2024.
Kusagawa S, Kawana-Tachikawa A, Matsubayashi K, et al. Evaluation of human T-cell leukemia virus in vitro diagnostics using plasma specimens collected in Japan. BMC Infect Dis. 2023; 23(1):418.
Marrero Rolon RM, Yao JDC. Laboratory diagnosis of HTLV-1-associated myelopathy. Clin Microbiol Newsl. 2020; 42(16):129-34.
McPherson RA, Pincus MR. Henry's clinical diagnosis and management by laboratory methods. 23rd ed. St. Louis: Elsevier; 2017.
Gessain A, Mahieux R. Tropical spastic paraparesis and HTLV-I associated myelopathy: Clinical, epidemiological, virological, and therapeutic aspects. Rev Neurol (Paris). 2012; 168(3):257-69.
Yamano Y, Sato T. Clinical pathophysiology of human T-lymphotropic virus-type I-associated myelopathy/tropical spastic paraparesis. Front Microbiol. 2012; 3:1-10.
Yao K, Hisada M, Maloney E, et al. Human T lymphotropic virus types I and II western blot seroindeterminate status and its association with exposure to prototype HTLV-I. J Infect Dis. 2006; 193(3):427-37.
Jacobs DS, DeMott WR, Oxley DK. Jacobs & DeMott laboratory test handbook with key word index. 5th ed. Hudson: Lexi-Comp Inc.; 2001.
Kline RL, Brothers T, Halsey N, et al. Evaluation of enzyme immunoassays for antibody to human T-lymphotropic viruses type I/II. Lancet. 1991; 337(8732):30-3.