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Hormônio do Crescimento (GH)

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Definição: Hormônio peptídico secretado pela hipófise anterior (adeno-hipófise) de forma pulsátil. Dentre outras funções fisiológicas, o hormônio do crescimento (GH) estimula tanto a glicogenólise quanto a gliconeogênese, aumenta a lipólise e antagoniza a captação da glicose estimulada pela insulina.

Sinônimos: GH; GH basal; HGH; hGH; Hormônio Somatotrófico; Somatotrofina; Hormônio do Crescimento Humano; GH Sérico; GH - Sangue.

O GH é, estruturalmente, semelhante à prolactina e ao hormônio lactogênio placentário humano.

Sua liberação é influenciada por, basicamente, três fatores hipotalâmicos: hormônio liberador do GH, peptídeo-6 liberador do GH e do hormônio inibidor do GH ou somatostatina.

Exercícios, ingesta proteica, hipoglicemia e sono profundo também são fatores estimulantes de sua secreção pela adeno-hipófise.

O GH apresenta maior concentração durante as primeiras horas do sono, com uma meia-vida no sangue de aproximadamente 20 minutos. Ele é um potente agente estimulador do crescimento na infância/adolescência.

Na infância, a deficiência de GH pode se manifestar clinicamente com baixa estatura; e o aumento de sua produção pode resultar em gigantismo.

Nos adultos, apresenta influência em vários efeitos fisiológicos, direta ou indiretamente (pelo fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1 [IGF-1 ] produzido no fígado), como na lipólise, síntese proteica, função cardíaca e muscular. Nessa população, o aumento da produção do GH manifesta-se com acromegalia.

Testes funcionais com estimulação de secreção (nos casos de suspeita de deficiência) e supressão (na suspeita de excesso de GH) são úteis e devem ser realizados para complementação diagnóstica.

    Indicações:
  • Avaliação de excesso ou deficiência do GH;
  • Monitoramento do tratamento com GH;
  • Avaliação no contexto do doping no esporte.

Como solicitar: GH Basal.

  • Orientações ao paciente: Jejum de 8 horas;
  • Tubo para soro (tampa vermelha/amarela). Aguardar a devida retração do coágulo, centrifugar a amostra, separar o soro em um tubo de plástico estéril e congelar (-20°C) imediatamente;
  • Material: Sangue;
  • Volume recomendável: 1 mL.
Texto alternativo para a imagem Figura 1. Tubo para soro - tampa vermelha - Ilustração: Caio Lima.
Texto alternativo para a imagem Figura 2. Tubo para soro - tampa amarela - Ilustração: Caio Lima.
  • Recém-nascidos: 5 a 53 ng/mL;
  • Crianças (1 a 12 anos): 2 a 10 ng/mL;
  • Adultos:
    • Masculino: 0 a 4 ng/mL;
    • Feminino: 0 a 18 ng/mL;
  • Maiores de 60 anos:
    • Masculino: 1 a 9 ng/mL;
    • Feminino: 1 a 16 ng/mL.

Observação! Os valores de referência para o GH podem variar de acordo com o Laboratório Clínico e a metodologia utilizada.

Devido, notadamente, à sua secreção pulsátil, uma amostra isolada pode não fornecer resultados clinicamente relevantes. Provas funcionais, determinação do IGF-1 e outros exames complementares devem ser utilizados.

Os resultados obtidos em plataformas analíticas distintas podem apresentar variação considerável, muito em virtude da heterogeneidade molecular do GH.

Amostras acentuadamente hemolisadas podem interferir nos resultados.

    Aumento:
  • Acromegalia;
  • Exercícios;
  • Jejum;
  • Gigantismo;
  • Hipoglicemia;
  • Nanismo de Laron;
  • Hepatopatias;
  • Desnutrição;
  • Recém-nascidos;
  • Ingestão de proteínas;
  • Insuficiência renal;
  • Sono;
  • Estresse;
  • Diabetes mellitus.
    Diminuição:
  • Deficiência idiopática do GH;
  • Adenoma hipofisário;
  • Doença hipotalâmica.

Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).

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