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IGF-1

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Definição: O fator de crescimento insulina símile tipo 1, do inglês i nsulin like growth factor -I (IGF-1), é um h ormônio polipeptídico de cadeia única com 70 aminoácidos (peso molecular de 7,7 kDA), estruturalmente semelhante à pró-insulina.

Sinônimos: Somatomedina C; IGF1; Sm-C; IGF-I; Fator de crescimento insulina símile tipo 1; IGF-1 sérico; IGF-1 - Sangue.

O IGF-1 é produzido predominantemente pelo fígado, em resposta ao estímulo do hormônio do crescimento (GH), com efeitos promotores do crescimento/desenvolvimento e no metabolismo da glicose.

Ele está diretamente relacionado com a concentração do hormônio do crescimento (GH), sendo um dos dois tipos de fator de crescimento insulina símile com interesse clínico (o outro é o IGF-2).

Circula pelo sangue ligado, em sua maior parte (cerca de 90%), à proteína ligadora do fator crescimento insulina símile 3 (IGFBP-3), com várias outras proteínas ligadoras (ex.: IGFBP-1, IGFBP-2, IGFBP-4, IGFBP-5, IGFBP-6), perfazendo os outros 10% de combinação. Todavia, estas últimas, mesmo em consideráveis menores proporções, também apresentam algumas funções fisiológicas relevantes.

Uma vez que sua meia-vida é mais longa, com concentração mais constante (não sofre pulsos como o GH ), o IGF-1 é considerado um ótimo teste para avaliação complementar dos níveis e efeitos do GH.

    Indicações:
  • Auxílio diagnóstico e seguimento de acromegalia e gigantismo;
  • Avaliação de distúrbios do crescimento;
  • Monitoramento do tratamento com hormônio do crescimento humano recombinante (rhGH);
  • Avaliação de hipopituitarismo e lesões hipotalâmicas, especialmente em crianças;
  • Monitoramento do tratamento da desnutrição.

Como solicitar: IGF-1.

  • Orientações ao paciente: J ejum de 8 horas, preferencialmente. O uso recente de radioisótopos deve ser evitado se a metodologia utilizada for por radioimunoensaio;
  • Tubo para soro (tampa vermelha/amarela). Aguardar a devida retração do coágulo, centrifugar o material por 15 minutos, separar o soro em um tubo de transporte estéril e congelar (-20 o C) a amostra imediatamente;
  • Material: Sangue;
  • Volume recomendável: 1,0 mL.
Texto alternativo para a imagem Figura 1. Tubo para soro - tampa vermelha - Ilustração: Caio Lima.
Texto alternativo para a imagem Figura 2. Tubo para soro - tampa amarela - Ilustração: Caio Lima.
Adultos
Idade (anos) Valor de referência (ng/mL)
19-21 117-323
22-24 98-289
25-29 83-259
30-34 71-234
35-39 63-223
40-44 58-219
45-49 53-215
50-54 48-209
55-59 44-210
60-64 43-220
65-69 40-225
70-79 35-216
80-90 30-208
Crianças/adolescentes do Sexo Masculino
Idade (anos) Valor de referência (ng/mL)
0-3 Até 129
4-6 22-208
7-9 40-255
10-11 68-316
12-13 143-506
14-15 177-507
16-18 173-414
Crianças/adolescentes do Sexo Feminino
Idade (anos) Valor de referência (ng/mL)
0-3 18-172
4-6 35-232
7-9
56-277
10-11 118-448
12-13 170-527
14-15 191-496
16-18 190-429

Observação! Os valores de referência para o IGF-1 podem variar de acordo com sexo, idade, laboratório clínico e a metodologia utilizada.

O uso recente de radioisótopos pode interferir nos resultados, se a metodologia utilizada for por radioimunoensaio.

Amostras acentuadamente hemolisadas podem prejudicar sua determinação laboratorial.

Desnutrição pode causar resultados baixos de IGF-1, apesar da circulação de níveis normais do GH.

Os resultados obtidos em diferentes plataformas analíticas não devem ser comparados entre si em razão de alta variabilidade interensaios.

Em algumas situações, a solicitação do IGF-1 em conjunto com o IGFBP-3 pode oferecer benefícios em relação a uma determinação isolada.

Os resultados de IGF-1 e de IGFBP-3 podem, embora em uma minoria de casos, ser discrepantes em pacientes com doença hepática e/ou renal.

Polimorfismos da IFG-1 podem interferir nas determinações laboratoriais de maneira distinta, a depender da metodologia/ kit diagnóstico utilizado.

Há uma significativa variação biológica intraindividual e ao longo do tempo (não relacionada com a performance analítica do ensaio) das concentrações séricas de IGF-1.

    Aumento:
  • Acromegalia;
  • Gigantismo;
  • Puberdade;
  • Puberdade precoce verdadeira;
  • Gravidez;
  • Obesidade;
  • Retinopatia diabética.
    Diminuição:
  • Extremos da idade;
  • Jejum;
  • Hipopituitarismo;
  • Desnutrição;
  • Diabetes mellitus;
  • Hipotireoidismo;
  • Atraso puberal;
  • Cirrose;
  • Hepatoma;
  • Síndrome de Laron;
  • Anorexia nervosa;
  • Tumores da hipófise não funcionantes;
  • Retardo constitucional do crescimento;
  • Alguns casos de baixa estatura com resposta ao GH normal aos testes farmacológicos.

Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).

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